Bula Sunfire

acessos
chlorfenapyr
2297
Basf

Composição

Clorfenapir 240 g/L Análogo de pirazol

Classificação

Acaricida, Inseticida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Helicoverpa
(Helicoverpa armigera)
0,8 a 1,2 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - 5 a 7 dias. 21 dias. Preventivamente
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro branco
(Polyphagotarsonemus latus)
31,25 mL p.c./100L água 2000 L de calda/ha - - 14 dias. Quando for observada infestação
Ácaro da falsa ferrugem
(Phyllocoptruta oleivora)
31,25 a 50 mL p.c./100L água 20000 a 2000 L de calda/ha - - 14 dias. Quando for observada infestação
Ácaro da leprose
(Brevipalpus phoenicis)
62,5 mL p.c./100L água 2000 L de calda/ha - - 14 dias. Quando for observada infestação
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Helicoverpa
(Helicoverpa armigera)
0,6 a 1,2 L p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha - 5 a 7 dias. 30 dias. Preventivamente

Volume líquido: 1; 1,25 e 5 L.

INSTRUÇÕES DE USO:
SUNFIRE® atua sobre os artrópodes pragas por ingestão e ação de contato, embora o primeiro processo seja aparentemente o mais eficiente. Em diversas espécies de plantas onde foi aplicado, o SUNFIRE® mostrou boa atividade translaminar.
SUNFIRE® tem demonstrado eficiência no controle de espécies que apresentam suspeitas de resistências aos principais grupos químicos como fosforados, carbamatos, piretróldes e fisiológicos.
Devido ao seu modo de ação único, o Sunfire® apresenta-se como uma boa opção no manejo integrado de pragas, principalmente nos Programas de Rotação ou Alternância de Produtos.


NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Algodão - - Iniciar as aplicações preventivamente repetindo-se em intervalos médios variando de cinco (5) a sete (7) dias, dependendo da evolução da praga, respeitando-se o intervalo de carência e número de aplicações.
Soja - Iniciar as aplicações preventivamente repetindo-se em intervalos médios variando de cinco (5) a sete (7) dias, dependendo da evolução da praga, respeitando-se o intervalo de carência e número de aplicações.
Citros: O Ácaro-da-falsa-ferrugem deve ser combatido quando se verificar a seguinte infestação:
Frutos para mercado “in natura”: quando em 20% dos frutos ou folhas examinadas forem observadas a presença do ácaro.
Frutos para indústria: quando em 30% dos frutos ou folhas examinadas forem observadas a presença do ácaro.
Repetir quando ocorrer nova infestação até no máximo de 3 aplicações.
O Ácaro-da-leprose deve ser combatido quando:
Em 3% dos frutos ou ramos examinados forem observados a presença do ácaro.
Repetir quando ocorrer nova infestação até no máximo de 3 aplicações.
O Ácaro-branco deve ser combatido quando:
Pela recomendação oficial deve-se iniciar o controle desta praga, uma vez constatada sua presença nas plantas cítricas.
Repetir quando ocorrer nova infestação até no máximo de 3 aplicações.

MODO DE APLICAÇÃO:
As doses recomendadas para diluição em 100 litros de água foram baseadas em um consumo de 10 litros de calda por planta, correspondendo a um volume de calda de 2000 L/ha para uma densidade média de 200 plantas adultas/ha, observando-se o ponto de gotejamento.
O produto diluído em água conforme as recomendações (calda), poderá ser aplicado via terrestre utilizando pulverizadores: tratorizado com turbo atomizador, costal manual ou motorizado, usando-se bico de jato cônico com ponta e difusor ou bicos cônicos rotativos (CDA) produzindo 30-50 gotas/cm2 e VMD de 250-400 µ, com pressão de 80-100 psi.
Deve-se observar as condições climáticas ideais para aplicação do produto, tais como:
* Temperatura ambiente até 30ºC
* Umidade relativa do ar acima de 50%
* Velocidade de vento de no máximo 10 km/h
A aplicação poderá ser feita fora das condições acima descritas a critério do engenheiro agrônomo, evitando sempre a deriva e perdas do produto por evaporação.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão.........................................21 dias
Citrus ............................ 14 dias
Soja .............................................. 30 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS)

LIMITAÇÕES DE USO:
* Não aplicar em presença de ventos fortes;
* Chuvas após a aplicação podem levar o produto e pode ocorrer a necessidade de nova aplicação (verificar o comportamento das pragas);
* Quando usado nas doses, cultura e condições mencionadas, não causa efeito fitotóxico;
* Mantenha afastado das áreas de aplicação crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas por um período de 7 dias após a aplicação do produto..

PRECAUÇÕES GERAIS: Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto; Não utilize equipamento com vazamento; Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO: O produto não é irritante para os olhos; Se houver contato com olhos, lave-os imediatamente com água por 15 minutos, veja PRIMEIROS SOCORROS; Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente, veja PRIMEIROS SOCORROS; Ao abrir a embalagem, faça de forma a evitar respingos. Use luvas de borracha; Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas e botas.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO: Não aplique o produto contra o vento; Use macacão de mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas e botas.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Não reutilize a embalagem vazia, destrua-a e enterre-a; Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em local trancado, longe de alcance de crianças e animais; Tome banho, troque e lave suas roupas.

PRIMEIROS SOCORROS: INGESTÃO: Não provoque vômito, beba água e procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. OLHOS: Lave com água em abundância e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. PELE: Lave com água e sabão em abundância e se houver irritação, procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. INALAÇÃO: Procure lugar arejado e vá ao medico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.

ANTÍDOTO: De acordo com os sintomas.

TRATAMENTO MÉDICO: Recorrer ao tratamento sintomático e lavagem estomacal, purgantes salinos, oxigênio e respiração artificial.

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO: Considerando a toxicidade oral, dérmica e irritação cutânea do produto formulado, nenhum caso de ação tóxica foi observada em seres humanos. Em caso de ingestão acidental, o produto é excretado por via urinária e não se observa nenhum acúmulo em qualquer órgão.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS: DL50 oral em ratos foi de 315 mg/kg. DL 50 dérmica em ratos foi maior do que 2.000 mg/kg. Irritabilidade dérmica: Produto não irritante. Irritabilidade ocular: Produto não irritante. Em testes de longa duração, o ingrediente ativo não mostrou nenhum efeito toxicológico significante.

EFEITOS COLATERAIS E SINTOMAS DE ALARME: Devido ao tipo de formulação e a toxicidade do produto, é pouco provável que alguma intoxicação possa ocorrer. Em caso de ingestão acidental provoque vômito e consulte imediatamente um médico. Não há registro de sintomas de alarme por não haver nenhum caso de intoxicação com o produto.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIA QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é MUITO PERIGOSO ao meio ambiente (CLASSE II); Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente; Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos; Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para aves; Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza; Não utilize equipamento com vazamentos; Aplique somente as doses recomendadas; Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes; Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água; Descarte corretamente as embalagens e restos de produto.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada; O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais; A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados; Em caso de armazéns maiores deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843; Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Contacte as autoridades locais competentes e a Empresa. Utilize o Equipamento de Proteção Individual - EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara contra eventuais vapores); Isole e sinalize a área contaminada; Em caso de derrame, estancar o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções:

PISO PAVIMENTADO: Coloque o material absorvente (por exemplo; serragem ou terra) sobre o conteúdo derramado, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em um recipiente lacrado e identificado devidamente. Remova conforme orientações de destinação adequada de resíduos e embalagens e lave o local com grande quantidade de água;

SOLO: Retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado e adote os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada.

COLEÇÕES D'ÁGUA: Interrompa imediatamente a captação para o consumo humano e animal e contate o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade de produto envolvido. Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINAÇÃO ADEQUADA DE RESÍDUOS E EMBALAGENS: As embalagens rígidas devem ser enxaguadas três vezes e a calda resultante acrescentada à preparação para ser pulverizada (tríplice lavagem); Não reutilize embalagens. As embalagens devem ser perfuradas de maneira a torná-las inadequadas para outros usos (exceto em caso de existência do recolhimento das mesmas pela empresa); Observe as legislações Estadual e Municipal específicas; Fica proibido o enterro de embalagens. Consulte o Órgão Estadual de Meio Ambiente.

MÉTODO DE DESATIVAÇÃO: Recomenda-se a incineração em fornos destinados para este tipo de operação e aprovados pelo Órgão Estadual responsável, equipados de câmaras para lavagem de gases efluentes. Para desativação do produto, contate a empresa e o Órgão Estadual de Meio Ambiente.

Incluir outros métodos de controle de pragas (ex.: controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. As seguintes estratégias podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
? Rotação de produtos com mecanismos de ação distintos, quando apropriado;
? Adotar outras táticas de controle, prevista no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
? Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
? Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).

Compatibilidade

Incompatível com produtos de natureza alcalina.