Tacón
| Geral | ||
|---|---|---|
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Nome Técnico:
S-Metolacloro
Registro MAPA:
10726
Empresa Registrante:
Somax |
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| Composição | ||
|---|---|---|
| Ingrediente Ativo | Concentração | |
| S-Metolacloro | 960 g/L | |
| Classificação | ||
|---|---|---|
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Técnica de Aplicação:
Terrestre, Aérea, Drone
Classe Agronômica:
Herbicida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
II - Produto muito perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Concentrado Emulsionável (EC)
Modo de Ação:
Seletivo
Agricultura Orgânica:
Não |
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Indicações de Uso
| Girassol | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Amaranthus deflexus (Caruru rasteiro) | veja aqui | |||
| Brachiaria plantaginea (Papuã) | veja aqui | |||
| Chamaecrista rotundifolia (Erva-de-coração) | veja aqui | |||
| Digitaria horizontalis (Capim colchão) | veja aqui | |||
| Eleusine indica (Capim pé de galinha) | veja aqui | |||
| Sorgo | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Amaranthus hybridus (Caruru roxo) | veja aqui | |||
| Digitaria horizontalis (Capim colchão) | veja aqui | |||
Embalagens
| Lavabilidade | Tipo de Embalagem | Material | Características | Acondicionamento | Capacidade |
|---|---|---|---|---|---|
| Lavável | Frasco | Plástico | Rígida | Líquido | 0,200 L |
| Lavável | Frasco | Plástico | Rígida | Líquido | 1 L |
| Lavável | Bombona | Plástico | Rígida | Líquido | 5 L |
| Lavável | Bombona | Plástico | Rígida | Líquido | 10 L |
| Lavável | Bombona | Plástico | Rígida | Líquido | 20 L |
INDICAÇÃO DE USO (CULTURAS E ALVOS BIOLÓGICOS), INFORMAÇÕES DETALHADAS SOBRE O MODO DE AÇÃO DO PRODUTO, MODALIDADE DE EMPREGO (PRÉ-EMERGÊNCIA, PÓS-EMERGÊNCIA ETC.), DOSE RECOMENDADA, CONCENTRAÇÃO E MODO DE PREPARO DE CALDA, MODO E EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO, ÉPOCA, NÚMERO E INTERVALO DE APLICAÇÕES.
Tacon é um herbicida seletivo, indicado para o controle pré-emergente de plantas infestantes, em diferentes momentos de aplicação nas culturas, de acordo com as recomendações da bula.
MODO DE APLICAÇÃO:
As recomendações a seguir relacionadas são importantes para uma correta aplicação e para se obter os efeitos desejados.
- Siga sempre as recomendações da bula. Tacn deve ser aplicado nas dosagens recomendadas e apenas para as culturas indicadas. Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados.
- A boa cobertura dos alvos é fundamental para o sucesso de controle de plantas daninhas, independentemente do equipamento utilizado. Proceda a regulagem e manutenção preventiva do equipamento de aplicação a fim de assegurar uma boa cobertura dos alvos citados na bula.
APLICAÇÃO TERRESTRE:
Equipamento de pulverização:
O equipamento de pulverização deverá ser adequado para cada tipo de cultura, forma de cultivo e a topografia do terreno, para que proporcionem distribuição uniforme da calda de aplicação sobre as folhas das plantas daninhas. O equipamento de pulverização pode ser costal (manual ou motorizado) ou tratorizado.
Seleção de pontas de pulverização:
A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Os tipos de pontas podem ser de jato plano (leque) e que proporcionem um tamanho de gota média ou maior. consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).
Velocidade do equipamento:
A velocidade deverá ser adequada às condições do terreno, topografia, equipamento e cultura.
Pressão de trabalho:
Deve estar sempre de acordo com a recomendação do fabricante da ponta utilizada, para formação de gotas médias ou maiores, A aplicação deverá gerar uma cobertura uniforme na parte tratada.
Condições climáticas:
Aplique apenas em condições ambientais favoráveis, a fim de evitar perdas por deriva ou evaporação.
- Temperatura e umidade: recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 30°C e com umidade relativa acima de 50%.
- Ventos: recomenda-se aplicar com ventos de 3 a 15km/hora.
APLICAÇÃO AÉREA:
Seleção de pontas de pulverização:
A pulverização deve ser realizada a fim de assegurar uma boa cobertura foliar das culturas citadas na bula. Usar bicos apropriados para esse tipo de aplicação, como por exemplo, hidráulicos ou atomizadores que gerem gotas médias.
Largura de faixa, velocidade e altura de voo:
Deverá ser de acordo com o tipo de aeronave utilizada. É recomendado que estes parâmetros operacionais sejam escolhidos visando à geração de gotas médias. O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em litros por ha, para proporcionar a cobertura adequada e a densidade de gotas desejada. Não aplicar em alturas menores do que 2 metros ou maiores que 5 metros.
A critério do engenheiro agrônomo responsável, as condições de aplicação podem ser flexibilizadas.
Condições climáticas:
Aplique apenas em condições ambientais favoráveis, a fim de evitar perdas por deriva ou evaporação.
- Temperatura e umidade: recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 30°C e com umidade relativa acima de 50%.
- Ventos: recomenda-se aplicar com ventos de 3 a 15km/hora.
APLICAÇÃO VIA AERONAVE REMOTAMENTE PILOTADAS (ARP) / DRONE:
O produto pode ser aplicado via ARP em todas as culturas recomendadas, devendo estes serem adequados para cada tipo de cultura e alvo.
Seleção de pontas de pulverização:
A pulverização deve ser realizada a fim de assegurar uma boa cobertura foliar das culturas citadas na bula. Usar pontas com espaçamento, vazão, pressão de trabalho corretamente calibrados e que proporcionem volume de aplicação adequado para se obter uma boa cobertura das plantas. Para determinar o diâmetro das gotas, realizar testes de deposição com equipamentos que serão empregados na aplicação, sendo recomendado o uso de gotas com diâmetro médio.
Largura de faixa, velocidade e altura de voo:
A altura do voo deverá ser de acordo com o tipo de drone utilizado, procurando manter média de 2 metros acima do topo da planta ou menor, quando possível. A largura da faixa de deposição efetiva varia principalmente com a altura de voo, porte da aeronave e diâmetro das gotas.
- Utilizar somente empresas e pilotos de aplicação aérea que sigam estritamente às normas e regulamentos da aviação agrícola, devidamente registrados junto ao MAPA, e que empreguem os conceitos das boas práticas na aplicação aérea dos produtos fitossanitários. Recomendamos a utilização de empresas certificadas para aplicação aérea.
- Quando utilizar aplicações via drones agrícolas obedecer às normas técnicas de operação previstas na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) pelo Regulamento Brasileiro De Aviação Civil Especial (RBAC) nº 94 e pelas diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
- Somente realizar aplicação via drone na presença de profissionais habilitados.
PREPARO DA CALDA:
- Certifique-se de que o tanque do equipamento de pulverização esteja limpo (isento de resíduos) antes de iniciar a operação.
- Agitar vigorosamente o produto antes da diluição, ainda na embalagem;
- Coloque água limpa no tanque do pulverizador até metade de sua capacidade, mantendo o agitador ou retorno em funcionamento;
- Inserir a dose recomendada do Tacón, em seguida adicionar o adjuvante recomendado pelo fabricante, se necessário. Após isso, proceder a homogeneização e completar a capacidade do tanque com água, mantendo sempre o sistema em agitação e retorno ligado durante todo o processo de preparo e pulverização para manter a calda homogênea.
- Preparar apenas a quantidade necessária de calda para uma aplicação, pulverizando logo após a sua preparação. Não deixe a calda de agroquímicos preparada de um dia para outro, a aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda.
- Realizar o processo de tríplice lavagem da embalagem durante o preparo da calda.
FATORES RELACIONADOS COM A APLICAÇÃO NA PRÉ-EMERGÊNCIA:
Para assegurar o pleno funcionamento e eficiente controle das plantas infestantes é importante que sejam observados alguns pontos:
A. PREPARO DO SOLO
A.1. Sistema de Plantio Convencional
1. Culturas de Algodão, Cana-de-açúcar (cana-planta), Canola, Girassol, Mandioca, Milho, Soja e
Sorgo:
O solo deve estar preparado com as operações usuais de aração, gradeação, nivelamento superficial, de modo a obter a camada de solo livre de torrões, cujas condições são as mais apropriadas para a semeadura e aplicação dos herbicidas.
Nas áreas com altas infestações de espécies que germinam nas camadas mais profundas, como o capimmarmelada (Brachiaria plantaginea), capim-carrapicho (Cenchrus echinatus), capim-braquiária (Brachiaria decumbens) e trapoeraba (Commelina benghalensis), a última gradeação que antecede o plantio deverá ser feita no máximo 3 dias antes da semeadura e da aplicação dos herbicidas.
2. Cana-soca:
As operações de preparo de solo para aplicação do herbicida consistem no enleiramento da palha, cultivo e adubação da soqueira, efetuados após o corte da cana.
A.2. Sistema de Plantio-Direto: Culturas de Soja e Milho:
As operações de preparo de solo consistem no manejo e dessecação das plantas infestantes ou das culturas. A condição fundamental é assegurar a total pré-emergência das plantas na área destinada ao cultivo no momento da semeadura e da aplicação.
A.3. Sistema de Cultivo Mínimo:
Sistema de cultivo recomendado nas altas infestações de monocotiledôneas:
Após as operações normais de preparo do solo ou dessecação, aguardar a germinação plena do primeiro fluxo de plantas até que atinja o estádio de pós-emergência inicial (4 folhas e no máximo início de perfilhamento). Em seguida efetuar o plantio e 24 horas após aplicar o Tacón associado a um dessecante sem efetuar mistura em tanque no momento da aplicação dos produtos.
A outra alternativa consiste em dessecar as invasoras germinadas antes, aguardar 3 a 4 dias para plantar e aplicar o herbicida.
B. UMIDADE DO SOLO:
- O solo deve estar úmido durante a aplicação dos herbicidas.
- Não aplicar com o solo seco.
A ação da umidade é fundamental para a ativação do herbicida através da incorporação e distribuição do produto no perfil do solo, de modo a assegurar o pleno funcionamento, proporcionando uma melhor atividade sobre espécies com hábito de germinar nas diferentes profundidades no solo (0 - 12 cm).
C. DENSIDADE DE INFESTAÇÃO DAS PLANTAS INFESTANTES:
Nas altas densidades de infestação de plantas infestantes, o pleno controle está sujeito a fatores como dose, condições climáticas, fechamento da cultura, dentre outros. Por vezes poderá necessitar de tratamento complementar.
D. OCORRÊNCIA DE CHUVAS:
Chuvas normais após a aplicação ou a irrigação da área tratada com o Tacón são benéficas por promover a incorporação do produto na camada superficial, favorecendo sua pronta ação. Sobretudo no sistema de plantio direto proporciona o rápido carreamento dos produtos para o solo, favorecendo sua distribuição no perfil do solo. A ocorrência de chuvas excessivas e contínuas após a aplicação, entretanto, poderá causar rápida lixiviação abaixo do banco de sementes, acarretando redução do efeito residual e, consequente reinfestação antecipada da área tratada.
E. OCORRÊNCIA DE VERANICO:
A ocorrência de veranico poderá influenciar na atividade dos herbicidas no solo, acarretando:
1. Controle deficiente e reinfestação de espécies que germinam nas camadas mais profundas: capim-marmelada (Brachiaria plantaginea), trapoeraba (Commelina benghalensis).
2. Degradação acelerada do produto (fotodegradação): quando após a aplicação de Tacon, ocorrer condições de seca por mais de 2 a 3 semanas, causando redução da atividade biológica.
F. VENTOS:
Evitar aplicações com ventos superiores a 10 km/hora devido aos problemas de forte deriva.
G. TRATAMENTO DE SEMENTES COM PROTETOR:
Para a cultura do sorgo, Tacon deve ser utilizado somente quando as sementes forem previamente tratadas com o protetor de sementes/adjuvante.
LIMITAÇÕES DE USO
- Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula.
- O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização e às condições climáticas. O aplicador deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar. Evitar a deriva é responsabilidade do aplicador.
- Não aplique em circunstâncias que a deriva possa atingir alimentos, forragem ou outras plantações que possam ser danificadas e/ou tornadas impróprias para a venda, uso e consumo;
- Verificar condições climáticas favoráveis para aplicação do produto. Especial atenção deve ser tomada em relação ao fenômeno conhecido por Inversão Térmica. Não proceda aplicação com inversão térmica.
- Mantenha afastado das áreas de aplicação crianças, animais domésticos, e pessoas desprotegidas por um período de no mínimo 24 horas após a aplicação do produto.
- Utilize-se sempre das Boas Práticas Agrícolas para a conservação do solo, delimitação de Área de Preservação Permanente, observando as distâncias mínimas por elas definidas. Não aplique este produto em distâncias inferiores a 30 metros de corpos d´água em caso de aplicação terrestre e 250 metros em caso de aplicação aérea;
- O produto Tacón não deve ser aplicado em solos mal preparados, com torrões ou quando o solo estiver em condições de baixa umidade, pois o seu funcionamento poderá vir a ser comprometido.
- No sistema de plantio direto, não aplicar nas áreas mal dessecadas ou nas áreas com reinfestações de plantas infestantes. Deve-se efetuar aplicação com operação de manejo.
- Nas culturas de canola e girassol, não ultrapassar a dose de 1,25 L/ha.
- Tacon não é recomendado nos campos de produção de sementes de milho, devido à maior sensibilidade deste material (híbrido simples, linhagens). Sua utilização será viável somente através de testes prévios
- Nas altas densidades de infestação de algumas monocotiledôneas que germinam em diferentes fluxos (capim-marmelada, capim-carrapicho, capim-braquiária), os tratamentos pré-emergentes com Tacón poderão vir a requerer um complemento com pós-emergente, dependendo das condições climáticas após aplicação.
- Na cultura do sorgo não aplicar Tacón se as sementes não forem tratadas com o protetor.
RESTRIÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
- O produto não é fitotóxico para as culturas indicadas, nas doses e condições recomendadas em bula. Entretanto, devido ao número de espécies e variedades que podem vir a ser afetadas pelas plantas infestantes indicadas nesta bula, recomenda-se que o usuário aplique preliminarmente o produto em uma pequena área para verificar a ocorrência de eventual ação fitotóxica do produto, antes de sua aplicação em maior escala;
- Os efeitos de toxicidade são pouco frequentes e acontecem em situações que favoreçam sua ocorrência, tais como: chuvas fortes, plantios rasos, dentre outros.
- Na cultura do Sorgo, ressalta-se que, a ausência do protetor no tratamento de sementes, poderá acarretar fitointoxicação em níveis inaceitáveis.
- Todos os equipamentos de aplicação devem ser devidamente calibrados e verificados antes de serem utilizados para a aplicação.
Sintomas dos efeitos do Tacon:
- Na cultura de milho estes sintomas se manifestam pelo enrolamento das plântulas, por vezes forte enrugamento e inibição no crescimento.
- Nas culturas de algodão, canola e girassol, estes sintomas se manifestam através da clorose, necrose das folhas cotiledonares, encarquilhamento das folhas e inibição temporária no crescimento.
- Na cultura da soja a fitotoxicidade somente ocorre em situações drásticas, altas doses aliadas à alta pluviosidade, e nestes casos manifesta-se pelo encarquilhamento das folhas e inibição temporária no crescimento, com posterior recuperação, não causando diminuição da produtividade.
- Na cultura da cana-de-açúcar a eventual fitotoxicidade se manifesta somente se aplicado sobre a cana germinada, e nestas circunstâncias através da necrose das pontas das folhas presentes durante a aplicação.
- Na cultura do sorgo, os sintomas são de enrolamento das folhas, amarelecimento e inibição no crescimento.
TOLERÂNCIA DA CULTURA/SELETIVIDADE:
- Tacon mostra-se bastante seletivo às culturas indicadas, nas respectivas doses e sistemas de cultivo recomendados.
- Deve-se atentar, entretanto, para os aspectos relacionados com a profundidade de plantio das culturas. Eventualmente falha na seletividade poderá ocorrer como consequência de plantios rasos (superficiais). Atentar também para as variedades indicadas e o tipo de solo, de forma a assegurar a seletividade do produto.
- A planta de milho é tolerante ao produto até a fase de charuto, e a soja até o estádio de palito de fósforo (com os cotilédones fechados).
- A planta da cana-de-açúcar, todavia, apresenta boa tolerância mesmo após germinada em qualquer estádio de desenvolvimento.
- Para a modalidade de aplicação em pós-emergência da cultura da soja recomenda-se aplicações após o 1º trifolio da cultura. Além disso, recomenda-se não utilizar óleo ou adjuvante.
- Tacon não pode ser aplicado sobre plantas germinadas de girassol, canola e algodão (exceto no caso da aplicação sequencial), devido à maior sensibilidade destas espécies, principalmente na fase inicial de emergência.
- A cultura do sorgo é tolerante ao Tacón somente quando as sementes são tratadas com protetor.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
O manejo de plantas daninhas é um procedimento sistemático adotado para minimizar a interferência das plantas daninhas e otimizar o uso do solo, por meio da combinação de métodos preventivos de controle. A integração de métodos de controle: (1) cultural (rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de cobertura verde), (2) mecânico ou físico (monda, capina manual, roçada, inundação, cobertura não viva e cultivo mecânico), (3) controle biológico e (4) controle químico tem como objetivo mitigar o impacto dessa interferência com o mínimo de danos ao meio ambiente.
O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo K3 para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
- Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
- Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA: www.agricultura.gov.br).
GRUPO K3 HERBICIDA
O produto herbicida Tacón é composto por S-Metolacloro, que apresenta mecanismo de ação de inibição de divisão celular, (ou inibição de VLCFA - ácidos graxos de cadeia muito longa), pertencente ao Grupo K3, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).