Bula Tebuzim 250 SC - Rotam

Bula Tebuzim 250 SC

acessos
Carbendazim
2711
Rotam

Composição

Carbendazim 125 g/L Benzimidazóis
Tebuconazol 125 g/L Triazol

Classificação

Fungicida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Seletivo, Sistêmico

Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ramulose
(Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides)
1 a 1,2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 10 - 15 dias. 30 dias. Fazer a primeira aplicação com o aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Em condições normais, realizar a primeira aplicação ao redor de 35 dias após a emergência da cultura
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha salpicada
(Septoria tritici)
1,2 a 1,4 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar duas aplicações conforme descrito em época. 35 dias. Realizar a primeira aplicação quando a incidência da doença nas folhas estiver em 5% no estádio de alongamento. Repetir a aplicação após dez dias da primeira aplicação

APLICAÇÃO FOLIAR:

ALGODÂO – Realizar no máximo 3 (três) aplicações durante a safra da cultura. Fazer a primeira aplicação com o aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Em condições normais, realizar a primeira aplicação ao redor de 35 dias após a emergência da cultura. Repetir a aplicação após 10-15 dias da aplicação anterior. Utilizar a maior dose quando ocorrer maior pressão da doença.

SOJA - Realizar no máximo 3 (três) aplicações durante o ciclo da cultura. Para o controle da Ferrugem asiática, realizar duas a três aplicações durante o ciclo da cultura. Normalmente, a primeira aplicação é feita imediatamente após a detecção dos primeiros sintomas da doença, ou preventivamente, seguindo as recomendações da Comissão Oficial de Pesquisa da Soja; ou seja, sob condições climáticas favoráveis à doença ou se já houver ocorrência de focos na mesma região; e uma segunda aplicação com intervalo de 21 dias. Aplicar a dose indicada utilizando um volume de calda suficiente para uma cobertura total e uniforme da folhagem das plantas.
Nota: Deverá ser seguido um programa de vistorias constantes na lavoura, e assim que for notada a presença da doença, fazer a primeira aplicação, repetindo as demais a cada 21 dias.

TRIGO – Realizar no máximo 2 (duas) aplicações durante o ciclo da cultura. Realizar a primeira aplicação quando a incidência da doença nas folhas estiver em 5% no estádio de alongamento. Repetir a aplicação após dez dias da primeira aplicação.

MODO DE APLICAÇÃO:
Agitar a embalagem do produto antes do preparo da calda de aplicação e adicionar a dose recomendada ao volume de água indicado. Pode ser aplicado por meio de pulverizadores tratorizados ou aéreos.

APLICAÇÃO TERRESTRE:
ALGODÃO, SOJA E TRIGO: pulverizadores tratorizados com barra. Os equipamentos devem estar dotados com bico de jato cônico vazio da série “D” ou similar, com pressão de trabalho suficiente para proporcionar tamanho de gotas de 200 a 250 micra e densidade acima de 200 gotas/cm². Recomenda-se utilizar o volume de calda de 200 L/ha.

Condições climáticas adequadas para uso do produto TEBUZIM 250 SC em aplicação terrestre:
-Temperatura: < 30ºC
-Velocidade do vento: < 15 km/ hora
-Umidade Relativa: Superior a 60%

APLICAÇÃO AÉREA:
ALGODÃO, SOJA E TRIGO: Usar barra equipada com bicos de jato cônico vazio da série D6 a D12 ou similar, altura de vôo de 2 a 3 m acima do alvo, pressão da bomba 30 a 50 lb/pol². A vazão deve de ser de 10 a 20 L/ha pra micronair e de 20 a 40 L/ha quando se emprega barra com largura da faixa de disposição de 15 a 18 m, e com densidade mínima de 80 gotas/cm².

Na aplicação, verificar se as plantas estão recebendo a calda de pulverização de modo uniforme e se está ocorrendo uma cobertura total e uniforme da folhagem das plantas.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS RECOMENDADAS:
As condições climáticas mais favoráveis e recomendáveis ao bom resultado de uma pulverização, utilizando-se os equipamentos corretos de pulverização, são:
- Umidade relativa do ar: Mínimo 55%
- Velocidade do vento: mínimo - 2 km/hora; máximo – 10 km/hora.
- Temperatura: abaixo de 27ºC

PREPARO DA CALDA:
Prepare apenas a quantidade necessária de calda para uma aplicação. A agitação deve ser constante durante a preparação e aplicação do produto. Para o abastecimento do tanque do pulverizador, deve-se encher 1/3 da capacidade do mesmo com água. Acionar e manter o agitador em funcionamento e então adicionar o produto, completando por fim o volume com água. Caso aconteça algum imprevisto ou parada técnica que interrompa a agitação do produto possibilitando a formação de depósitos no fundo do tanque do pulverizador, agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a operação.



RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR A DERIVA:
Considerar todos os fatores de interação relativos a equipamento de pulverização e de clima, que determinam o potencial de deriva, para a tomada de decisão de realizar a pulverização. Siga as restrições existentes na legislação. Evite que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental.

IMPORTÂNCIA DO DIÂMETRO DE GOTA:
Gotas finas ou mais leves: Demonstram de modo geral, depositarem melhor e mais facilmente nos alvos ou superfícies de deposição verticais e estreitas; penetrando melhor no interior das culturas. São mais sujeitas a deriva e perdas por evaporação. Os bicos que melhor proporcionam este tipo de gota são os bicos ou pontas de jato cônico vazio.
Gotas grossas ou mais pesadas: Demonstram de modo geral, depositarem melhor em área posicionadas mais horizontalmente e planas. Apresentam uma maior facilidade de deposição na parte externa das plantas e uma grande dificuldade de penetração para o interior das culturas e/plantas. Apresentam uma menor perda por evaporação e pela deriva. Os bicos que melhor proporcionam este tipo de gota são os bicos ou pontas de jato plano.

DETERMINAÇÃO DO DIÂMETRO DE GOTAS:
Técnica de aplicação – para se obter gotas de diâmetro pequeno, leves ou mais finas, recomenda-se a aplicação com bicos de orifícios finos sob altas pressões. Inversamente a este processo, com a utilização de bicos com orifícios maiores e pressões baixas, apresenta a tendência de se obter gotas de diâmetro maiores e mais pesadas e/ou grossas.

FATORES AMBIENTAIS:
VENTOS:
A velocidade dos ventos influência o potencial de deriva. A velocidade do vento abaixo de 2 km/hora permite a formação e ocorrência do fenômeno climático denominado de inversão térmica, o qual também está associado à temperatura; no entanto, muitos fatores, determinam o potencial de deriva a uma dada velocidade do vento, como já citados anteriormente.
Evitar aplicar o produto em condições de calmaria, ou seja, com velocidade do vento inferior a 2 km/h, e acima de 10 km/hora.

UMIDADADE RELATIVA DO AR E TEMPERATURA:
A umidade relativa do ar determina a velocidade de evaporação de uma gota, consequentemente influencia no volume de aplicação atuando diretamente no rendimento. Em condições ambientais de seca, recomenda-se obter um diâmetro de gotas grandes, conforme descrito em determinação do diâmetro de gotas.
Já temperaturas muito elevada associada a uma evapotranspiração muito elevada, causam a formação de correntes térmicas ascendentes (correntes de convecção) que prejudicam a deposição adequada das gotas. Nessas condições, evitar realizar a aplicação.

INVERSÃO TÉRMICA:
A inversão térmica é uma condição climática que ocorre quando uma camada de ar quente se sobrepõe a uma camada de ar frio, impedindo o movimento ascendente do ar, uma vez que, o ar abaixo dessa camada fica mais frio, portanto, mais pesado, fazendo com os poluentes se mantenham próximos da superfície.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
- Algodão – 30 dias
- Soja – 30 dias
- Trigo – 35 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI’s) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:
TEBUZIM 250 SC é incompatível com calda sulfocálcica e calda bordaleza. Obedecer ao período de carência estabelecido para as culturas. As águas da calda de pulverização devem ser de boa qualidade (não deve ser “dura” e/ou alcalina) e com pH 5, ideal para a aplicação do produto.
Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos as culturas indicadas.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
-Produto para o uso exclusivamente agrícola.
-Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
-Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
-Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas de nitrila
-Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados. Não utilize equipamentos vazamentos ou defeitos.
-Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
-Não distribua o produto com as mãos desprotegidas
-Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
-Caso ocorra contato acidental da ,pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
-Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, botas de borracha, avental impermeável, máscara com filtro de mecânico classe P2 cobrindo o nariz e a boca, óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
-Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
-Evite o máximo possível o contato com a área aplicada.
-Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
-Aplique o produto O produto contra o vento, quando utilizar trator ou avião para realizar aplicação.
-Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança.
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI macacão de algodão hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das' calças por cima das botas; botas de borracha, máscara com filtro de mecânico classe P2 cobrindo o nariz e a boca, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICACÃO:
-Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada
-Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do termino do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para aplicação.
-Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
-Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
-Os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas macacão, luvas e máscara.
-Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
-Troque e lave as suas roupas de proteção separadamente das demais, roupas da família.
-Ao lavar, as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
-Faça a manutenção e lavagem doa equipamentos de proteção após a aplicação do produto.
-Fique atento ao período de vida útil dos filtros seguindo corretamente as especificações do fabricante.
-Não reutilize a embalagem vazia.
-No descarte de embalagens, utilize equipamento de proteção individual ¬EPI: macacão de algodão impermeável com mangas compridas, luvas e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: Procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto. Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer. Olhos: Em caso de contato, lave com água corrente em abundância durante 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com água corrente e sabão neutro em abundância.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirada"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deveria protege-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR CARBENDAZIM E TEBUCONAZOL
INFORMAÇÕES MÉDICAS

•Grupo Químico: Benzimidazol e Triazol
•Classe toxicológica: III - MEDIANAMENTE TÓXICO
•Vias de exposição: Oral, inalatória, ocular e dérmica.
•Toxicocinética:
CARBENDAZIM:
O Carbendazim é um metabólito ativo do tiofanato metílico. Após absorção, o Carbendazim é distribuído por todos os tecidos, atingindo altas concentrações no fígado, onde é metabolizado. Tem excreção renal e biliar em até 72 horas. Após administração oral de tebuconazol a ratos, 60-80% da dose foi eliminada pelas vias biliar e fecal, ao passo que a eliminação urinária contabilizou em torno de 16-35%.
Biotransformação: Ocorrem reações de oxidação, resultando em metabólitos de hidroxilas, carboxilas, trióis e cetoácidos, bem como conjugados (por exemplo, o triazol). Uma quantidade significativa de carbendazim (80-85%) é absorvida pelo trato gastrintestinal. Também pode ser absorvido pelos pulmões ou pela pele íntegra. A distribuição nos tecidos não mostra nenhuma bioconcentração. Nos ratos, a mais alta concentração depois da administração oral (< 1% da dose) ocorreu no fígado. O carbendazim e seus metabólitos também foram encontrados nos rins de galinhas e vacas, mas não foram detectados em outros tecidos. Nos ratos, mais de 98% de uma dose 50mg de carbendazim rádio-marcado foi recuperado na urina e fezes dentro de 72 horas.
A excreção urinária contabilizou aproximadamente 65% da dose administrada. O metabólito principal foi o methyl-5-hydroxy-benzimidazol-2-ylcarbamate livre, e os metabólitos secundários foram o glicuronide e/ou sulfatos conjugados deste metabólito.
TEBUCONAZOL:
Após a administração oral do tebuconazol em ratos, 65-80% da dose foi eliminada pela via biliar e fecal. A eliminação pela via urinária atingiu aproximadamente 16-35% da dose administrada. Os machos apresentaram eliminação biliar e fecal maior do que das fêmeas. A biotransformação ocorreu por reações de oxidação, tendo como resultado metabólitos hidróxi, carboxi, triol, cetoácidos e conjugados como o triazol. A permeabilidade cutânea do Tebuconazol foi testada in vitro, 37% da dose administrada foi absorvida pela pele humana.

•Mecanismos de toxicidade:
Os efeitos biológicos do carbendazim resultam das suas interações com os microtóbulos celulares. Os microtúbulos estão envolvidos em funções vitais tais como a divisão celular, que é inibida pelo carbendazim. O carbendazim não inibe a enzima colinesterase.
O carbendazim, assim como os outros compostos do grupo químico benzimidazol, indica toxicidade espécie-seletiva. Essa seletividade é, ao menos em parte, explicada pelas ligações diferentes do carbendazim às tubulinas das espécies alvo e não alvo.
Tebuconazol: Não são conhecidos mecanismos de toxicidade específicos para o ingrediente ativo.

•Sintomas e sinais clínicos:
Carbendazim:
Manifestações tóxicas já relatadas incluem: depressäo do SNC, convulsões, efeitos extrapiramidais, neuropatia e efeitos gastrintestinais (náusea, vômito e diarréia). Podem causar irritação na pele, olhos e trato respiratório.
Geralmente, esses agentes são misturados a solventes orgânicos que podem ser os responsáveis pela toxicidade.
RESPIRATÓRIO
Após ingestão pode ocorrer falência respiratória, requerendo suporte ventilatório.
GASTROINTESTINAL
Pode ocorrer náusea, vômito e diarréia.
DERMATOLOGICO
Exposição a pó, sprays, soluções, pó molhavel, suspensões ou emulsões desses agentes pode levar a irritação da pele e membranas mucosas.
Tebuconazol:
Em humanos há irritação dérmica leve. Pode ocorrer irritacão ocular após exposição ao triazol. Baseado nos estudos de toxicidade animal do ingrediente ativo tebuconazol, pode haver efeitos tóxicos nos seguintes órgãos: baço, figado, adrenal e cristalino dos olhos. O produto é irritante em contato com os olhos e com a pele. Os sinais observados em ratos após administração de doses agudas de tebuconazol foram: sedação, incoordenação motora e emagrecimento.

•Diagnóstico:
Carbendazim:
A quantificação direta de carbendazim no sangue ou de seus metabólitos na urina e nas fezes confirma a exposição, mas não é específica para este agrotóxico.
Tebuconazol:
O diagnóstico de intoxicação aguda é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência do quadro clinico compatível. Para a confirmação em casos de exposições crônicas ou ocupacionais com sintomas não específicos sugere-se a pesquisa dos metabólitos ou do ingrediente ativo em material biológico.

•Tratamento:
Antídoto: Não existe antídoto específico.
O tratamento deve ser direcionado ao controle dos sintomas clínicos.
A descontaminação do paciente como em casos de derramamento onde existe o risco de contaminação do profissional da saúde deve ser realizada preferencialmente utilizando-se avental, botas impermeaveis e luvas de borracha nitrílica.
Carvão ativado e laxantes salinos poderão ser utilizados devido a provável adsorção do princípio ativo pelo carvão ativado. O tratamento sintomático deverá compreender correção de
distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos, além de assistência respiratória. O monitoramento das funções hepática e renal deverá ser mantido. Em caso de contato ocular, proceder a lavagem com soro fisiológico e encaminhamento para avaliação oftalmológica.

•Contra-indicações: A indução de vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração pulmonar

•ATENÇÃO:
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT - ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefones de Emergência da Empresa Rotam do Brasil
Agroquímica e Produtos Agrícolas Ltda.: (OXX19) 3258-6763 (horário comercial)

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO
Estudos bioquímicos do mecanismo de ação dos compostos benzimidazólicos demonstram que seus efeitos biológicos são causados pela interação com microtúbulos celulares. Estas estruturas celulares estão presentes em todas as celulas eucarióticas e estão envolvidas com várias funções vitais como transporte intracelular e divisão celular. O Carbendazim tem a interação com os microtúbulos celulares inibindo funcões vitais, tal como a divisão. Como os outros benzimidazóis, ele demonstrou ter toxicidade seletiva nas várias espécies. Esta seletividade toxicológica é explicada pelo menos em parte pelo fato que a substância não se liga da mesma maneira a tubulina das espécies alvo. O Carbendazim é bem absorvido por todas as vias principalmente pela via oral (80-85%), e em menor extensão pela via cutanea. Quando absorvido é metabolizado formando vários metabólitos, os principais são: 5-HBC e os óxidos 5,6-HOBC-N e em menor quantidade os metabólitos 5,6-DHBC-S e 5,6-DHBC-G. A distribuição do Carbendazim nos tecidos demonstrou a ausência de bioconcentração. Em estudos com ratos, a maior concentração de Carbendazim e seus metabólitos após a administração oral foi encontrada no fígado. O Carbendazim é excretado na urina e fezes após 72h da absorção oral.
O Tebuconazole é absorvido pelas vias oral, dérmica e inalatória.
No organismo é metabolizado principalmente por oxidação. A eliminaçao dos órgaos e tecidos também ocorre de forma rápida, principalmente pelas vias biliar/fecal e pela urinária. Quantidades pequenas são eliminadas pelo ar exalado. O produto não se acumula no organismo, sendo eliminado em ate 72 horas.
Via dérmica, o produto é rapidamente absorvido, alcançando o equilibrio em menos de uma hora e, em seguida, declinando durante 24 horas de exposição. Foram encontradas baixas concentrações do produto no sangue, indicando que somente uma pequena quantidade do produto absorvida pela pele atinge o sangue.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS
Efeitos agudos resultantes de ensaios com animais (Produto formulado):
DL50 oral para ratos: de >2000 mg/kg
DL50 dérmica para ratos: >5000 mg/kg. Foram observadas alterações macroscópicas no fígado (áreas esbranquiçadas) de todos os animais tratados no experimento.
Irritabilidade dérmica em coelhos: não irritante.
Irritabilidade ocular em coelhos: não irritante.
Concentração letal inalatória em coelhos: >2,05 mg/L.
Sensibilização cutânea em cobaias: não sensibilizante.
Mutagenicidade:
Teste de Ames (mutação gênica reversa): Não mutagênico
Teste de Micronúcleos: não mutagênico

Crônicos:
Carbendazim:
Efeitos crônicos: não há relatos na literatura disponível de efeitos em seres humanos por exposição crônica ao produto. Entretanto, em estudos com animais expostos ao Carbendazim, os principais efeitos observados em altas doses por tempo prolongado foram hepatotoxicidade e alteração da fertilidade em ratos machos de 200 mg/kg caracterizada por uma diminuição dos espermatozóides no epidídimo, além de perturbações da espermatogênese. Estes efeitos não foram observados com doses de 50 mg/kg.
Tebuconazol: Nos estudos realizados com ratos em laboratório durante 2 anos, observou-se na dose máxima testada (100 ppm), uma leve influência no consumo de ração e água, bem como um retardamento no crescimento dos animals. Para os demais parâmetros requeridos neste tipo de estudo, não foi observado nenhuma anormalidade ou efeitos significativos. O produto não foi mutagênico, carcinogênico ou embriofetotóxico para os animais testados. A dose sem efeito tóxico foi de 300 ppm para ratos machos e fêmeas.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇAO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é:

- Muito Perigoso Ao Meio Ambiente (CLASSE II )

Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microorganismos aquáticos.
Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para minhocas.
Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
Não utilize equipamento com vazamento.
Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
Aplique somente as doses recomendadas.
Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
Não execute aplicações aéreas de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:

Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada.
O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
O local de ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
Isole e sinalize a área contaminada.
Contate as autoridades locais competentes e a Empresa ROTAM DO BRASIL AGROQUÍMICA E PRODUTOS AGRíCOLAS LTDA - Telefone de Emergência:
(Oxx19) 3258-6763.
Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros).
Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d' água. Siga as instruções abaixo:

Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com o auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.

Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.

Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicações.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL

LAVAGEM DA EMBALAGEM
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.

Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 Segundos
- Despeje a água da lavagem no tanque do pulverizador;
- Faça esta operação três vezes.
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:

Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até a devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva, com piso impermeável, ou no local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de 1 ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE:

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECIClAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre MID, provenientes da pesquisa publica ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência à Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência a fungicidas (MRF) visando prolongar a vida útil dos mesmos:
Qualquer produto para controle de doenças da mesma classe ou de mesmo modo de ação não deve ser utilizado em aplicações consecutivas do mesmo patógeno, no ciclo da cultura.
Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula.
Como prática para o manejo de resistência; recomenda-se além de se usar alternadamente fungicidas com diferentes mecanismos de ação, recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de fungicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos, sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o manejo de resistência quando disponível e apropriado.