Bula Treasure - Basf
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Bula Treasure

Epoxiconazol; Tiofanato Metílico
4912
Basf

Composição

Epoxiconazol 80 g/L
Tiofanato-metílico 500 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
2 - Produto Altamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico

Conteúdo: 1 L.

INSTRUÇÕES DE USO

Treasure® é um produto que apresenta duplo modo de ação, atuando através do ingrediente ativo Epoxiconazol como inibidor da bio-síntese do ergosterol o qual é um constituinte da membrana celular dos fungos e através do ingrediente ativo Tiofanato Metílico que interrompe a mitose na metáfase, atacando a fusão mitótica, a falha na separação do novo núcleo resulta na morte da célula. O mecanismo de ação dos benzimidazois inclui, de forma secundária a inibição da síntese do DNA.
Treasure® apresenta excelente ação protetora e curativa, inibe o desenvolvimento dos esporos e penetração dos tubos germinativos. Dependendo do patógeno também apresenta ação curativa e erradicante, pois contém em sua formulação ingredientes ativos que possuem ação sistêmica.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Algodão: iniciar as aplicações preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas e repetir se necessário, em intervalos de 12 a 15 dias, dependendo da evolução da doença, não ultrapassando o número máximo de 3 aplicações por ciclo da cultura e respeitando-se o intervalo de segurança. Caso as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento da doença e haja necessidade de um maior número de pulverizações, deverá ser utilizado outro produto devidamente registrado para o seu controle.
Soja: Crestamento-foliar - a aplicação deverá ser efetuada quando a soja atingir o estádio fenológico de grãos perceptíveis ao tato a 10% do enchimento das vagens (R.5.1) e repetir se necessário no intervalo de 15 dias, dependendo da evolução da doença e respeitando-se o intervalo de segurança.
Oídio - quando forem constatados índices de infecção foliar de 20 a 30% para oídio, e repetir se necessário no intervalo de 15 dias, dependendo da evolução da doença e respeitando-se o intervalo de segurança.

MODO DE APLICAÇÃO

- Não é permitida a aplicação de Treasure® por equipamento costal.
- Treasure® deve ser diluído em água e aplicado por pulverização sobre as plantas a proteger, de modo que haja uma boa cobertura.
• Aplicação terrestre:
Para as culturas de algodão e soja com pulverizador montado ou tracionado por trator, com barra de bicos de jato cônico ou leque. Os bicos devem ser distanciados 50 cm e a barra deve ser mantida numa altura que permita uma cobertura total da parte aérea das plantas. Utilizar bicos de jato cônico ou leque com abertura e pressão que possibilitem densidade de 70 a 100 gotas/cm², com diâmetro entre 100 a 200 micra, bem como a aplicação dos volumes de calda indicados.
• Aplicação aérea:
Com uso de barra e bicos:
Utilizar bicos de jato cone vazio, do tipo D6 a D12, com disco (core) nunca maior que 45 graus.
Pressão na barra de 30 a 50 libras.
Volume de calda de 20 a 30 litros de água por hectare.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão: 14 dias
Soja: 21 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Não é permitida a aplicação de Treasure® por equipamento costal para as culturas registradas de algodão e soja.
Não há limitação de uso quando utilizado de acordo com as recomendações constantes na bula.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

A integração de medidas de controle é premissa básica para um bom manejo de doenças nas plantas cultivadas. As diferentes medidas de controle visam desacelerar, integradamente o ciclo das relações patógeno-hospedeiro. O uso de fungicidas adequados, variedades resistentes, rotação de culturas e controle do ambiente devem ser vistos como métodos de controle mutuamente úteis.
Dentro deste princípio, todas as vezes que seja possível devemos associar as boas práticas agrícolas como: Uso racional de fungicidas e aplicação no momento e doses indicadas, fungicidas específicos para um determinado fungo, utilização de cultivares resistentes ou tolerantes, semeadura em épocas menos propícias para o desenvolvimento dos fungos, eliminação de plantas hospedeiras, rotação de culturas, adubação equilibrada, escolha do local para implantação da cultura, etc.
Manejo de doenças de plantas cultivadas deve ser entendido como a utilização de métodos químicos, culturais e biológicos necessários para manter as doenças abaixo do nível de dano econômico.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos dos Grupos G1 e B1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e/ou informados à Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), ao Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org) e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO G1 FUNGICIDA
GRUPO B1 FUNGICIDA

O produto fungicida Treasure® é composto por Epoxiconazol e Tiofanato Metílico, que apresentam mecanismos de ação das C14-desmetilase na biossíntese de esterol (erg11/cyp51) e montagem da ßtubulina na mitose, pertencentes aos Grupo G1 e B1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas), respectivamente.