Bula Zethapyr - Nufarm

Bula Zethapyr

acessos
Imazetapir
35018
Nufarm

Composição

Equivalente ácido de Imazetapir 100 g/L Imidazolinonas
Imazetapir 106 g/L Imidazolinonas

Classificação

Herbicida
II - Altamente tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Seletivo, Sistêmico

Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amendoim bravo
(Euphorbia heterophylla)
0,3 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 40 dias. Aplicar, em pós emergência, quando as plantas daninhas apresentarem-se de 2 a 4 folhas e a cultura do Feijão com 2 a 3 trifólios
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amendoim bravo
(Euphorbia heterophylla)
1 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 66 dias. Aplicar em pós-emergência precoce para o controle das plantas daninhas de folhas largas no estágio de até 4 folhas. Na cultura da Soja é aconselhável que a aplicação se dê a partir do estádio de folhas cotiledonares até o 3o trifólio
Caruru roxo
(Amaranthus hybridus)
1 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 66 dias. Aplicar em pós-emergência precoce para o controle das plantas daninhas de folhas largas no estágio de até 4 folhas. Na cultura da Soja é aconselhável que a aplicação se dê a partir do estádio de folhas cotiledonares até o 3o trifólio
Picão preto
(Bidens pilosa)
1 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 66 dias. Aplicar em pós-emergência precoce para o controle das plantas daninhas de folhas largas no estágio de até 4 folhas. Na cultura da Soja é aconselhável que a aplicação se dê a partir do estádio de folhas cotiledonares até o 3o trifólio
Trapoeraba
(Commelina benghalensis)
1 L p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 66 dias. Aplicar em pós-emergência precoce para o controle das plantas daninhas de folhas largas no estágio de até 4 folhas. Na cultura da Soja é aconselhável que a aplicação se dê a partir do estádio de folhas cotiledonares até o 3o trifólio

MODO DE AÇÃO:

• O herbicida ZETHAPYR é absorvido pelas folhas das plantas daninhas e desta forma se
transloca pelo xilema e floema, acumulando-se nos meristemas de crescimento, inibindo a
síntese da enzima acetolactato sintase (ALS) que por sua vez participa do processo de
biossíntese de três aminoácidos essenciais: valina, leucina e isoleucina. Esta inibição
interrompe a síntese protéica que, interfere na síntese do DNA e no crescimento celular. Os
primeiros sintomas da atividade herbicida se manifestam na interrupção do crescimento que
ocorre dentro de 2 dias após a aplicação. Estes sintomas e a velocidade de ação nas plantas
daninhas suscetíveis dependem da espécie, do estágio de crescimento e das condições
ambientais. Os sintomas mais comuns são clorose foliar, morte do ponto de crescimento e por
fim a morte total das plantas daninhas que pode ocorrer entre 10 e 20 dias após a aplicação
para as plantas daninhas sensíveis.

MODO DE APLICAÇÃO:

• ZETHAPYR pode ser usado em sistemas de plantio convencional ou plantio direto. Utilize
sempre tecnologias de aplicação que ofereçam boa cobertura das plantas. O volume de calda
deve ser adequado ao tipo do equipamento aplicador e poderá ser alterada considerando as
especificações técnicas do mesmo. Consulte sempre o Engenheiro Agrônomo responsável e
siga as boas práticas para aplicação e as recomendações do fabricante do equipamento.

Preparo da Calda:

• ZETHAPYR deve ser diluído em volume de água suficiente para uma distribuição uniforme e pulverização por meio de equipamento terrestre manual e/ou tratorizado.
• Ao preparar a calda, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados para esse
fim no item “Dados Relativos à Proteção à Saúde Humana”. Antes de preparar a calda,
verifique se o equipamento de aplicação está limpo, bem conservado, regulado e em
condições adequadas para realizar a pulverização sem causar riscos à cultura, ao aplicador e ao
meio ambiente. Para melhor preparação da calda, deve-se abastecer o pulverizador com água
limpa em até 3/4 de sua capacidade. Ligar o agitador e adicionar o produto ZETHAPYR de
acordo com a dose recomendada para a cultura. Manter o agitador ligado, completar o volume
de água do pulverizador e aplicar imediatamente na cultura.
Cuidados durante a aplicação:

• Independente do tipo de equipamento utilizado na pulverização, o sistema de agitação da
calda deverá ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação. Fechar a saída da calda
do pulverizador durante as paradas e manobras do equipamento aplicador, de forma a evitar a
sobreposição da aplicação.

Gerenciamento de deriva:

• Não permita que o produto atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras
fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. O potencial de deriva é
determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao
clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Independente do equipamento utilizado,
o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva, assim, aplicar
com o maior tamanho de gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência. O aplicador
deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar.

EVITAR A DERIVA DURANTE A APLICAÇÃO É RESPONSABILIDADE DO APLICADOR.

Inversão térmica:

• O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o
movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanece
perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação
da temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco
ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr do sol e frequentemente continuam
até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina no nível do solo. No
entanto, se não houver neblina as inversões térmicas podem ser identificadas pelo movimento
da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas
e com movimento lateral indica a presença de uma inversão térmica; enquanto que, se a
fumaça for rapidamente dispersada e com movimento ascendente, há indicação de um bom
movimento vertical do ar.

EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO:

• Aplicação Terrestre:

o Classe de gotas: a escolha da classe de gotas depende do tipo de cultura, alvo e tipo de
equipamento utilizado na aplicação. Independente do equipamento utilizado, o
tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva e, portanto,
aplique com o maior tamanho de gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência
do produto. Verifique as orientações quanto ao Gerenciamento de Deriva e consulte
sempre um Engenheiro Agrônomo e as orientações do equipamento de aplicação.

o Ponta de pulverização: a seleção da ponta de pulverização (ou outro tipo de elemento
gerador de gotas) deverá ser realizada conforme a classe de gota recomendada, assim
como os parâmetros operacionais (velocidade, largura da faixa e outros). Use a ponta
apropriada para o tipo de aplicação desejada e, principalmente, que proporcione baixo
risco de deriva.

o Ajuste da barra: ajuste a barra de forma a obter uma distribuição uniforme do
produto, de acordo com o desempenho dos elementos geradores de gotas. Todas as
pontas da barra deverão ser mantidas à mesma altura em relação ao topo das plantas
ou do alvo de deposição. Regule a altura da barra para a menor possível a fim de obter
uma cobertura uniforme e reduzir a exposição das gotas à evaporação e ao vento.

o Faixa de deposição: utilize distância entre pontas na barra de aplicação de forma a
permitir maior uniformidade de distribuição de gotas, sem áreas com falhas ou
sobreposição.

o Faixa de segurança: durante a aplicação, resguarde uma faixa de segurança adequada
e segura para as culturas sensíveis. Consulte o Engenheiro Agrônomo responsável pela
aplicação.

o Pressão: Selecionar a pressão de trabalho do equipamento em função do volume de
calda e da classe de gotas.

o Condições Climáticas: Deve-se observar as condições climáticas ideais para aplicação,
tais como indicado abaixo. Os valores apresentados devem ser sempre as médias
durante os tiros de aplicação, e não valores instantâneos:
? Temperatura ambiente abaixo de 30°C.
? Umidade relativa do ar acima de 50%.
? Velocidade média do vento entre 3 e 10km/hora.
? As aplicações pela manhã (até as 10:00 horas) e à tarde (após as 15:00/16:00
horas) são as mais recomendadas.

Para outros parâmetros referentes à tecnologia de aplicação, seguir as recomendações técnicas indicadas pela pesquisa e/ou assistência técnica da região, sempre sob orientação do Engenheiro
Agrônomo.

? As recomendações para aplicação poderão ser alteradas à critério do Engenheiro Agrônomo
responsável, respeitando sempre a legislação vigente na região da aplicação e a especificação
do equipamento e tecnologia de aplicação empregada.

LAVAGEM DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:
? Imediatamente após a aplicação do produto, proceda a limpeza de todo equipamento
utilizado. Adote todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza e utilize os
equipamentos de proteção individual recomendados para este fim no item “Dados Relativos à
Proteção da Saúde Humana”.
? Não limpe equipamentos próximo à nascente, fontes de água ou plantas úteis. Descarte os
resíduos da limpeza de acordo com a legislação Municipal, Estadual e Federal vigente na região da aplicação.

INTERVALO DE SEGURANÇA (período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita):

Cultura Intervalo de segurança
Soja 66
Feijão 40

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS).
LIMITAÇÕES DE USO:

Uso exclusivamente agrícola.
• Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
• A água da calda de pulverização deve ser de boa qualidade (não deve ser "dura" e/ou alcalina) e com pH entre 5 e 6, de forma a proporcionar maior estabilidade durante a aplicação do herbicida.
• Após a aplicação de ZETHAPYR na cultura de soja no verão, pode-se proceder com o plantio das seguintes culturas de inverno subsequentes: trigo, cevada, aveia, azevém, amendoim, feijão, tremoço, soja e ervilha. No verão seguinte, pode-se realizar o plantio de milho, além destas culturas de inverno citadas anteriormente.
• O produto necessita de 2 horas sem chuva após a aplicação para que não ocorra redução na
eficácia sobre as plantas daninhas sensíveis
• Seguir as recomendações para a boa prática agrícola, procurando evitar a deriva para áreas
adjacentes às áreas cultivadas.
• Fitotoxicidade: Desde que seguidas as recomendações de uso, não é esperado fitotoxicidade nas culturas registradas.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide item “Modo de Aplicação”.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS;
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO.
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS INFESTANTES:

• Deve-se sempre utilizar as técnicas de manejo integrado das plantas infestantes. Como
exemplo, a adoção da rotação de culturas, a qual permite a utilização de diferentes métodos
de controle além do uso de herbicidas. Outros métodos também devem ser utilizados dentro
de um manejo integrado, como o controle mecânico, manual ou através de roçadas e a
limpeza de máquinas.

INFORMAÇÃO SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
• O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo
pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse
mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
• Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a
resistência, seguem algumas recomendações:
o Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B para o controle
do mesmo alvo, quando apropriado.
o Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas
agrícolas.
o Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do
produto.
o Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais
estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação
de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados
e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD:
www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos
Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO B HERBICIDA

• O produto ZETHAPYR é composto por IMAZETAPIR , que apresenta mecanismo de ação dos
inibidores da ALS, pertencente ao Grupos B, segundo classificação internacional do HRAC
(Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).