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CTA define estratégias para definir estudos de resíduos em melão


O Comitê Técnico para Assessoramento de Agrotóxicos (CTA), formado por representantes dos Ministérios da Saúde, Meio Ambiente e Agricultura, Pecuária e Abastecimento, começa a definir as estratégias para estudos de resíduos na cultura do melão. "Trabalhamos para agilizar o registro dos agrotóxicos utilizados no cultivo", diz o pesquisador da Embrapa e coordenador técnico do programa de Produção Integrada de Melão (PIM), José de Arimatéia Duarte de Freitas.

O coordenador do CTA, Luiz Cláudio Meireles, observa que três produtos destinados à cultura do melão já estão em processo de registro. Caso dos fungicidas Procimidona, Tetracomazol e Flutriafol. Para apressar as ações, Meireles defende a criação de um fórum nacional de discussão que possibilite a implementação de estratégias para estudos de resíduo em fruticultura de interesse econômico.

Arimatéia acrescenta que o programa contempla a utilização de produtos devidamente registrados para a cultura, processo que vai exigir estudos que comprovem sua eficácia agronômica.

A partir de agora, as instituições de ensino e pesquisa, integrantes do grupo reunido em Natal, semana passada, devem elaborar uma justificativa sobre a viabilidade técnica da aplicação de um nematicida, um herbicida e um defensivo pós-colheita. "O documento será encaminhado ao CTA para avaliação, com o objetivo de se obter o Registro de Produtos Destinados à Pesquisa e Experimentação (RET)", assinala.

Após a aprovação do CTA, os fabricantes terão um prazo, a ser determinado pelo Comitê, para apresentar as informações sobre a eficiência agronômica e os estudos de resíduos, passaporte para assegurar o registro definitivo.

A preocupação dos integrantes do Comitê, reunidos na Secretaria Estadual de Agricultura, da Pecuária e da Pesca do Rio Grande do Norte, tem bons motivos. No Brasil, sexto maior exportador de melão do mundo, a fruta ocupa o terceiro lugar na pauta nacional do setor, com vendas internacionais estimadas em US$ 38 milhões, valores de 2002 - ano que o País negociou 97 mil toneladas.

O Nordeste produz 90% desse montante, com 67% concentrado no Rio Grande do Norte e Ceará, de acordo com a Embrapa. Os produtores cearenses exportaram US$ 12,91 milhões no ano passado, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado (Seagri). Participaram da reunião em Natal agentes da Delegacia Federal de Agricultura do RN e Escola Superior de Agricultura de Mossoró, entre outros.

Produção integrada

Desde janeiro do ano passado, a Embrapa Agroindústria Tropical, trabalha na implantação da Produção Integrada de Melão. "A idéia do programa é otimizar o uso de adubos e agrotóxicos para melhorar a qualidade final do produto, preservando o meio ambiente e a saúde do consumidor", esclarece Arimatéia.

Além disso, a União Européia, principal consumidora de produtos tropicais, já sinalizou com restrições à importação de produtos sem certificação de qualidade e rastreabilidade. Foi o sinal para os produtores e exportadores nas regiões do Baixo Jaguaribe (CE) e Assu-Mossoró (RN) iniciarem o processo de adequação ao sistema, totalizando cerca de 500 hectares. O Ministério da Agricultura destinou R$ 2 milhões para programas de produção integrada de Melão e Caju, ambos coordenadas pela Embrapa, com duração até 2004.

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