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Asgav pede fim da guerra fiscal entre os estados


A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) solicitou nesta segunda-feira (25-08) que não haja mais guerra fiscal entre os estados do Sul. Segundo o presidente da entidade, Paulo Vellinho, a alta carga tributária no Rio Grande do Sul está provocando perdas de mercado interno e prejudicando, desta forma, a produção local. Além disso, está beneficiando outros estados que colocam seus produtos com preços reduzidos em decorrência de tributos mais baixos.

O pedido foi feito ao secretário do Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Carlos Castaldoni, que esteve em Porto Alegre para ouvir os pedidos dos avicultores, suinocultores, produtores de vinho, entre outras cadeias produtivas estaduais. Vellinho enfatizou que as reivindicações também foram apresentadas ao governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto.

O presidente da Asgav retratou ao governador que “caso seja reduzido 2% do ICMS sobre o produto com circulação estadual, o setor poderá gerar 6% de renda para toda a cadeia produtiva de frango”. Outro ponto debatido com Rigotto foi o incentivo para a criação de um programa de saneamento financeiro das dívidas do setor em decorrência dos débitos a curto prazo que chegam a R$ 1,3 bilhão acumulados em um ano.

O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos (Sips), Aristides Vogt, representou a indústria suinícola durante a reunião e cobrou do secretário que o financiamento da produção de suínos seja de responsabilidade do governo federal e não mais da indústria, uma vez que esta vem enfrentando dificuldades. Vogt destaca que as dívidas do setor atingem R$ 280 milhões, alta de 38% em um ano.

Castaldoni garantiu que todas as propostas serão estudadas e apresentadas no Fórum Nacional de Competitividade, em Brasília, a fim de serem debatidas. Para ele é fundamental que o Brasil tenha aumento de competitividade em todas as áreas com o objetivo de aumentar a renda dos produtores, elevar o volume de exportação e possibilitar maior oportunidade de emprego. O secretário afirmou que, mesmo já existindo estudos mais avançados para determinadas cadeias, o momento é de coletar informações para que o governo possa traçar uma estratégia de desenvolvimento aos setores produtivos.

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