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Soja sobe 13% no mês com falta de chuvas no Meio-Oeste dos EUA


Os futuros da soja já acumulam alta de 13,3% neste mês em razão da falta de chuvas em parte do Meio-Oeste americano, berço da soja que vem sofrendo com a falta de umidade. Ontem, os preços voltaram a subir e fecharam em alta de 1,3% na bolsa de Chicago.

A China, ausente do mercado nos últimos dias, reapareceu comprando 52,3 mil toneladas de soja da safra velha, de acordo com o relatório semanal de exportações divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No total, as vendas da safra 2002/03 foram de 52,3 mil toneladas, ou 27% maiores que as registradas na semana anterior. A comercialização da safra nova de soja somaram 566,4 mil toneladas, das quais 115 mil terão como destino portos chineses.

As vendas de farelo foram de 74,8 mil toneladas, 60% acima do apurado na semana anterior. E as de óleo totalizaram 8,1 mil toneladas, informa o USDA.

Os traders continuam de olho nos mapas meteorológicos. As temperaturas devem cair hoje no norte do Cinturão da Soja, com previsão de ocorrência de chuvas fracas durante o final de semana, informa o Global Weather Services (GWS).

Acredita-se que as chuvas que ocorreram até agora foram inócuas para aliviar o estresse hídrico das lavouras norte-americanas, desgastadas por um mês de clima quente e seco. A deterioração é mais evidente nos importantes estados produtores de Iowa, Illinois e Minnesota, bem como em Kansas e Nebraska.

As lavouras estão em um estágio crítico do desenvolvimento, o de enchimento de grãos, quando a demanda hídrica é grande.

"Está tão seco que a umidade está sendo absorvida imediatamente, e o vento e o calor evaporam o resto", disse Pat Sullivan, presidente da Great Lakes Trading Co. de Warsaw, Estado de Indiana.

O contrato futuro da soja para entrega no mês de novembro subiu ontem 7,50 centavos de dólar o bushel e foi negociado a 588,25 centavos na bolsa de Chicago.

As condições das lavouras norte-americanas vêm se deteriorando há cinco semanas consecutivas devido ao clima quente e seco, segundo levantamento a campo realizado pelos técnicos do USDA.

Quase 48% das plantações de soja estavam em condições boas ou excelentes no último domingo, comparativamente aos 56% da semana anterior, segundo revelou o boletim do departamento divulgado na última segunda-feira.

Baixos estoques

Outro fator que vem colocando pressão no mercado futuro são os baixos estoques de óleo e farelo de soja dos Estados Unidos.

O U.S. Census Bureau informou que os estoques de farelo em julho eram de 207,2 mil toneladas, abaixo das estimativas do mercado, de 265 mil toneladas. O volume de óleo era de 8,1 bilhões de toneladas, dentro do esperado pelos analistas.

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