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Agroceres Ross decide investir em granjas de melhoramento genético


A Agroceres Ross, empresa da divisão Genética de Aves do grupo Agroceres, investiu R$ 12 milhões na instalação de duas granjas pedigree (de melhoramento genético) na região do Vale do Paraíba. O projeto faz parte de um plano de investimentos da empresa, que envolve ainda a construção de um incubatório e a ampliação da fábrica de ração em Rio Claro (SP), onde foram investidos mais R$ 10 milhões.

Os recursos foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Banco Alfa. Segundo previsão do diretor da Agroceres Ross, Ivan Pupo Lauandos, as duas novas granjas pedigree (Pedigree 2 e 3), localizadas nos municípios de Redenção da Serra e em São Luiz de Paraitinga, estarão em plena atividade até maio de 2004. O novo incubatório da empresa, segundo Lauandos, também deverá ser instalado na região do Vale do Paraíba.

Na primeira fase de implantação do projeto no Vale do Paraíba, segundo Lauandos, a empresa planeja aumentar sua capacidade de produção em 41% e atingir 410 mil aves avós por ano. Até meados de 2005, a Agroceres pretende atingir uma capacidade de 470 mil aves avós por ano.

A nova estrutura permitirá à empresa atender a demanda do mercado interno e de países como Bolívia, Paraguai e Uruguai com produtos mais competitivos e de alto nível de qualidade. "O objetivo da empresa é acompanhar o crescimento da indústria avícola, tanto em termos de aumento de capacidade de produção quanto de atendimento das crescentes exigências dos clientes em termos de biossegurança e performance biológica".

A Agroceres Ross, uma das líderes mundiais do mercado de melhoramento genético avícola, é a única companhia que possui um programa comercial de melhoramento genético de frangos instalado na América Latina. O segmento de melhoramento genético da Agroceres Ross também conta com o reforço da marca Aviagem, empresa com a qual possui uma joint-venture desde 1987 e que detém 49% do mercado mundial.

Os principais programas de melhoramento genético da Aviagen estão estrategicamente instalados no Brasil, Estados Unidos e Escócia. "As duas empresas apostaram no crescimento da avicultura brasileira e, por isso, partiram para o desenvolvimento de aves para as condições locais (clima, nutrição e características exigidas pelos clientes em termos de aspectos genéticos).

A divisão Genética de Aves do grupo Agroceres, representada pelas empresas Agroceres Ross (venda de aves avós) e pela Agroceres Agricultura (venda de matrizes), responde por 30% do faturamento do grupo, cujas vendas líquidas alcançaram R$ 140 milhões em 2002.

A instalação de um novo complexo de granjas pedigree no Brasil, segundo o diretor, foi feita com base em rigorosa pesquisa de mercado que considerou os aspectos relacionados à biossegurança dos locais escolhidos. "A região do Vale do Paraíba possui proteção aerógena (livre de contaminação pelo ar), devido às suas características topográficas e à existência de uma grande área de preservação ambiental".

A Agroceres Ross já opera outro complexo pedigree em Itirapina (SP), próximo à Rio Claro, onde mantém uma granja de pedigree e uma de aves bisavós. No Vale do Paraíba, de acordo com o diretor Lauandos, a granja Pedigree 2 foi instalada em uma área de 360 hectares e a Pedigree 3, em 460 hectares. As duas unidades foram construídas isoladamente para garantir a biosseguridade.

A construção das duas granjas, segundo o diretor da Agroceres, foi feita de forma a facilitar a manutenção e a limpeza dos ambientes, que adotaram piso liso, cantos arredondados, telhado isotérmico, sistema de climatização e iluminação artificial.

Os núcleos possuem distância mínima de 600 metros entre si, para garantir o isolamento e reduzir os riscos de contaminação entre as unidades. As novas granjas, de acordo com o diretor da Agroceres, também incorporam a mais moderna tecnologia do mercado como um sistema automático de consumo de ração. Um sensor registra o consumo de cada ave e calcula a conversão alimentar.

As rações são armazenadas em silos, com sistema de espera e capacidade para 11 toneladas cada. O produto só é liberado para consumo após exames laboratoriais.

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