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Produtores brasileiros vão a Bruxelas para discutir rastreabilidade


Uma missão brasileira vai a Bruxelas, em setembro, discutir a rastreabilidade dos bovinos com membros da União Européia. A decisão foi tomada ontem, após a reunião do Comitê Técnico Consultivo do Sistema Integrado de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov). O grupo manteve as normas atuais do programa, que exige o cadastro do animal no sistema por um período mínimo de 40 dias para que seja emitido o certificado sanitário que autoriza a exportação para o bloco.

Segundo o presidente do Fórum Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, Antenor Nogueira, a viagem será necessária porque não existe a certeza da exigência européia. Ontem circulava a informação de que a equipe técnica do comissário europeu David Byrne teria afirmado que a nova lei de alimentação da União Européia será implantada em 2005 e que, portanto, a agenda de rastreabilidade no Brasil é do governo e não do bloco.

Desde 15 de julho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, exige a rastreabilidade para que o produto seja embarcado àquela região. Oficialmente o governo não quis se pronunciar sobre o assunto.

Renda perdida

A pecuária de corte brasileira perdeu renda entre janeiro e junho deste ano, indica pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizada em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP). Nos seis primeiros meses deste ano, o setor enfrentou aumento de custos de produção de 7%, enquanto os preços médios pagos pela carne caíram 6,7% no período.

O estudo considera dados coletados nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e São Paulo, que concentram 52,49% do rebanho nacional; ou seja, são as principais praças de negociação do setor, com forte influência na formação de preços.

Do início do ano até o final de junho, a maior parte dos insumos necessários para a atividade pecuária apresentaram alta de preços. O sal mineral, que representa mais de 20% das despesas mensais do setor, ficou 11,1% mais caro até junho. Máquinas e implementos agrícolas tiveram alta de 19,55% no período, enquanto que as despesas com mão-de-obra subiram 20%.

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