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Rio Grande do Sul consolida 2ª posição como exportador


O Rio Grande do Sul consolidou até julho a segunda 1colocação entre os estados exportadores (US$ 4,43 bilhões), posição que deve se manter ao final de 2003, atrás de São Paulo, cujas exportações nos primeiros sete meses do ano foram de US$ 12 bilhões, e à frente de Minas Gerais (US$ 3,97 bilhões). Os dados foram divulgados pela Fiergs.

A indústria do Rio Grande do Sul mostrou um variação positiva de 16,3% em suas vendas ao exterior, passando de US$ 3 bilhões para US$ 3,5 bilhões no período janeiro-julho. "A indústria contribuiu com mais da metade do crescimento das exportações gaúchas no semestre", diz o presidente Renan Proença - o restante ficou a cargo dos produtos básicos (especialmente grão da soja e carnes), que tiveram uma elevação de 73,6%.

No acumulado até julho, as exportações totais do Rio Grande do Sul apresentaram um crescimento de 24,6% em relação a igual período do ano passado, saindo de US$ 3,5 bilhões para US$ 4,4 bilhões. Conforme a assessoria econômica da Fiergs previa, as exportações do período janeiro-julho já mostraram a desaceleração esperada para o segundo semestre do ano, já que no comparativo dos semestres o crescimento era de 32,6%.

"Essa desaceleração, embora com crescimento ainda bastante significativo, ocorreu devido à retração das vendas de julho deste ano, que chegaram a US$ 814 milhões no comparativo com os US$ 827 milhões exportados em igual mês do ano passado, recorde histórico em exportações para um único mês", explica o economista Alexandre Englert Barbosa.

No acumulado do ano até julho, os gêneros da indústria que vinham sendo os principais responsáveis pela alta nos últimos meses seguem os mesmos: mecânica, fumo, plásticos, química, produtos alimentares, couros e peles e material de transporte. No outro extremo, encontra-se o setor calçadista, que segue apresentando retração nas vendas ao exterior.

Segundo estimativas da Abicalçados, as exportações do gênero representam pouco menos de 30% do total produzido pelo setor. Como o Rio Grande do Sul é o maior exportador, essa fatia deve ser superior para o Estado, o que dá uma idéia da importância do mercado externo.

De janeiro a julho deste ano, as exportações de calçados caíram 5,3%, passando de US$ 721,4 milhões em 2002 para US$ 682,9 milhões. Com a elevação das exportações de fumo, que chegaram a US$ 637 milhões, a distância entre os gêneros é a mais baixa para períodos janeiro-julho.

Mas, como o segmento fumageiro apresenta uma sazonalidade bem definida, reduzindo suas vendas nos últimos meses do ano, as exportações de calçados devem seguir na liderança entre os gêneros da indústria.

Os EUA continuam na primeira colocação entre os mercados de destino das mercadorias gaúchas (US$ 1,1 bilhão), seguido da China (US$ 383 milhões) que, com o aumento das exportações de soja, tomou a segunda colocação da Argentina e deve manter-se nessa colocação até o final de 2003.

A Argentina, com um crescimento de 205%, segue se recuperando e elevando suas compras, especialmente, de máquinas agrícolas e plásticos(polietileno). Para este ano, as estimativas para as exportações do Rio Grande do Sul são de que fiquem entre US$ 7,2 bilhões e US$ 7,6 bilhões, um crescimento entre 13% e 20% em relação aos US$ 6,3 bilhões de 2002, configurando-se em novo recorde do Estado.

Nas importações, o crescimento acumulado até julho foi de 21,7%, chegando a US$ 2,29 bilhões no comparativo com US$ 1,88 bilhão do mesmo período de 2002. A elevação foi impactada pelo preço dos combustíveis e pelo aumento das compras de insumos e de máquinas e equipamentos para a indústria. Assim, o saldo comercial do Estado atingiu US$ 2,14 bilhões, superando os US$ 1,67 bilhão de janeiro a julho de 2002 em 28%.

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