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Estiagem prejudica pomares de citros


O período foi marcado pela falta de chuva, baixa umidade do ar e temperaturas elevadas no Estado de São Paulo. Esse quadro foi causado pelo desvio das frentes, que passaram pelo Sul do País até o oceano, mantendo a estiagem em quase todas as regiões. No norte e noroeste do Estado as temperaturas máximas passaram de 31 graus, e as mínimas oscilaram entre 14 e 16 graus. Na região central, as máximas ficaram próximas dos 28 graus e no Vale do Ribeira. Em Campinas, a temperatura variou entre 27 e 15 graus e a umidade relativa mínima atingiu os 25% nos horários mais quentes do dia.

Os níveis de armazenamento de água no solo estão em cerca de 10 milímetros em Pindamonhangaba, Jaú, Mococa e Pindorama e caíram para 5 milímetros em Adamantina, o que impede o desenvolvimento das culturas perenes cultivadas sem irrigação. Na região de Bebedouro e Limeira, nos últimos três meses, a chuva acumulada não passou dos 40 milímetros, baixando o armazenamento para cerca de 10 milímetros, o que representa apenas menos de 15% da capacidade máxima de retenção. Com isso, as laranjas colhidas na primeira semana de agosto já começaram a demonstrar sinais de murcha e os pomares dessas regiões passam por um estresse hídrico severo.

Essa situação, no entanto, permitiu que as gemas florais fossem induzidas e as chuvas são esperadas para o início da fase de florescimento. Os produtores esperam, também, um bom volume de chuvas, para a umidade do solo ser elevada a níveis acima de 50%, garantindo bom pegamento das flores e reduzindo a chance de outras floradas.

Suco melhor

Outro aspecto que beneficiou os produtores de laranja durante julho foi a elevação nos padrões de qualidade do suco, graças à ausência de chuvas ao longo do mês e às temperaturas um pouco mais elevadas. De Limeira até São José do Rio Preto, as temperaturas ficaram em torno de 1 grau acima dos valores normalmente medidos nesse mês. Nos cafezais da região de Mococa, uma chuva ocorrida no começo do mês induziu o florescimento das lavouras mais novas e isso pode causar prejuízos de produção para a próxima safra. Além de propiciar a ocorrência de outras florações, a florada em meio a um período de deficiência hídrica severa, como ocorre agora, pode causar o "chochamento" dos grãos. Outra preocupação dos cafeicultores é a de que essa florada adiante a maturação da próxima safra para abril, época inadequada para a colheita e secagem do produto.

Segue firme a colheita da uva em Porto Feliz e os produtores estão satisfeitos com a produtividade e preços alcançados neste ano. A colheita nessa época do ano só é possível graças a uma poda bem feita em fevereiro e ao manejo adequado da irrigação durante o outono e o inverno.

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