Guerra Comercial volta a pesar sobre soja nos EUA

ANÁLISE AGROLINK

Guerra Comercial volta a pesar sobre soja nos EUA

Mercado especialmente sensível a notícias e anúncios nesta questão, apesar de novas compras
Por: -Leonardo Gottems
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O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quarta-feira (25.09) baixa de 5,00 pontos no contrato de Novembro/19, fechando em US$ 8,8925 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com desvalorizações entre 3,75 e 5,00 pontos.

Os principais contratos futuros perderam o valor no mercado norte-americano da soja, pressionados pelo cenário político/econômico mundial. “Novo desencontro comercial entre China e EUA. O mercado está especialmente sensível a notícias e anúncios sobre esta questão. Se bem do ponto de vista da China foram fechadas novas compras de soja americana, o presidente Trump voltou a gerar tensões, em suas últimas declarações no encontro da ONU. O mandatário havia criticado a posição da OMC em relação às políticas chinesas”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica.

De acordo com a Consultoria ARC Mercosul, depois de subir nas últimas duas sessões, hoje as cotações da soja registraram movimento negativo na CBOT, refletindo principalmente um cenário climático mais favorável nos EUA e no Brasil nestes próximos dias: “O volume de contratos negociados hoje novamente ficou abaixo da normalidade, com poucos traders buscando ampliar posições antes da chegada do relatório de estoques trimestrais na segunda-feira”. 

“No lado político, depois de alfinetar os chineses em seu discurso na ONU ontem, hoje Trump disse que um acordo com asiáticos pode ocorrer mais cedo do que se espera. Porém o mercado não vem reagindo a tais declarações, já cansado da completa bipolaridade dos discursos do presidente dos EUA. Nesta manhã o USDA confirmou a compra de 581 mil toneladas de soja americana pelos chineses. Acreditamos que as aquisições devam atingir até 1,5 milhão de toneladas antes das próximas reuniões presenciais”, concluem os analistas da ARC. 


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