Brasil assume o comando de entidade aeroagrícola para a América Latina

AVIAÇÃO AGRÍCOLA

Brasil assume o comando de entidade aeroagrícola para a América Latina

O paulista Thiago Magalhães assumiu a função
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O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroagrícolas (Sindag), Thiago Magalhães, assumiu o comando do Comitê Executivo Mercosul e Latino-Americano de Aviação Agrícola. Ele recebeu o bastão do presidente da Associação Nacional das Empresas Aeroagrícolas Privadas do Uruguai (Anepa), Julio Placerez. A troca de liderança foi no último dia do 28º Congresso Mercosul e Latino-Americano de Aviação Agrícola, que teve programação desde a quarta-feira (6), na cidade de Termas del Arapey, no departamento de Salto, no noroeste uruguaio

Participaram do evento também representantes da Federação Argentina de Câmaras Agro Aéreas (Fearca) e da Organização Internacional da Aviação Civil (Oaci) – órgão das Nações Unidas para o setor, além e autoridades locais, como o ministro da Agricultura uruguaio, Enzo Benech. A programação no país vizinho teve como tema Segurança alimentar com agricultura sustentável e boas prática aeroagrícolas. O evento teve ainda um curso de combate a incêndios com aeronaves.

A transferência do comando do Comitê Mercosul para o presidente do Sindag (entidade com sede em Porto Alegre/RS) marca, principalmente, o início da contagem regressiva para o encontro continental de aviação agrícola de 2020, em Sertãozinho, São Paulo (dias 28 a 30 de julho).  Será junto com o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, organizado pela entidade brasileira e que nos últimos dias 30 de julho a 1º de agosto teve, na mesma cidade, sua edição 2019 – que tornou o maior do mundo no setor aeroagrícola.

MAIS PAÍSES

Considerando a pauta latino-americana com troca de experiências em tecnologias, políticas para o setor, modernização nas regras e importância da aviação para ganho de produtividade com segurança ambiental, aliada aos encaminhamentos do último congresso aeroagrícola brasileiro, a expectativa é de participação de mais países na edição de Sertãozinho no ano que vem – o Comitê abrange também Chile, Paraguai, Colômbia, Bolívia e Equador. Além da presença de representantes da Associação Nacional de Aviação Agrícola (NAAA) dos Estados Unidos.

“No evento brasileiro, tivemos, por exemplo, o Fórum Científico, coordenado pela Universidade de Cruz Alta (Unicruz, no Rio Grande do Sul), que direcionou linhas de pesquisas a serem sugeridas para universidades brasileiras. Isso para atender demandas técnicas e atestar a segurança no setor, já com a proposta de termos desdobramentos no ano que vem, no encontro latino-americano”, explica o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle.

Isso sem falar nas estratégias de comunicação com a sociedade, para combater os estereótipos existentes sobre a atividade aeroagrícola. “Tema que esteve em pauta no encontro uruguaio e para o qual tivemos ações propositivas no congresso brasileiro, também com desdobramentos previstos para 2020”, assinala Colle. Sem falar nas discussões sobre aeronavegabilidade, segurança de voo, mercado e políticas internacionais.

O Congresso Mercosul e Latino-Americano é revezado a cada ano entre os encontros aeroagrícolas nacionais de Brasil, Argentina e Uruguai. Os três países são fundadores, em 1992, da entidade do Cone Sul – que passou a abranger a América Latina no Congresso Mercosul de 2014, ocorrido em Foz do Iguaçu/PR. Ao mesmo tempo, o Sindag e a NAAA têm desde 2016 um acordo de reciprocidade, com representantes de cada entidade participando nos encontros uma da outra. 


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