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Mercado do milho

As cotações do milho, em Chicago, fecharam a semana em recuo


As cotações do milho, em Chicago, fecharam a semana em recuo. O bushel do cereal, na quinta-feira (30), para o primeiro mês cotado, fechou em US$ 4,48, contra US$ 4,64 uma semana antes. O plantio do milho nos EUA igualmente avança bem, tendo chegado, no dia 26/05, a 83% da área esperada, contra a média de 82%, sendo que 58% das lavouras semeadas estavam germinadas, ficando exatamente dentro da média histórica. Já os embarques de milho estadunidense, na semana encerrada em 23/05, somaram 1,08 milhão de toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado. Assim, o total embarcado pelos EUA, no atual ano comercial, atingiu a 36,3 milhões de toneladas, ficando bem acima dos 28,7 milhões em igual momento do ano anterior.

Por sua vez, “a China autorizou a importação de duas variedades de milho transgênico utilizadas na Argentina, desenvolvidas pelas empresas Monsanto, Dow Agrosciences e Dupont”. (cf. Secretaria de Bioeconomia da Argentina, via Reuters) Lembrando que o país vizinho é o terceiro maior exportador mundial de milho. E no Brasil, os preços do milho se mantiveram firmes, porém, mais estáveis do que nas últimas semanas. As altas ocorrem especialmente no Rio Grande do Sul, onde as perdas foram mais severas, sobretudo após as enchentes de maio. Assim, a média gaúcha fechou a semana em R$ 57,34/saco, enquanto as principais praças locais se mantiveram em R$ 55,00. Já nas demais regiões do país, os preços médios ficaram entre R$ 36,00 e R$ 58,00/saco. E na B3, o fechamento da quarta-feira (29) indicou, para os primeiros meses cotados, valores entre R$ 58,70 e R$ 69,11/saco. Este último valor já é para janeiro/25.

Dito isso, analista privado aponta, em seu levantamento de maio, que a área semeada com o milho de verão teria sido de 4,05 milhões de hectares (2,65 milhões no Centro-Sul e 1,4 milhão no Norte/Nordeste), o que representa um recuo de 10,1% sobre o ano anterior. Os problemas climáticos em geral derrubaram o volume produzido para 23,8 milhões de toneladas (17,8 milhões no Centro-Sul e 5,95 milhões no Norte/Nordeste), o que representa um recuo de 14,6% sobre o ano de 2023. Já para a safrinha a área foi mantida em 17,2 milhões de hectares, ou seja, 7,6% abaixo da registrada em 2023. Com isso, a produção final da safrinha está estimada em 90,5 milhões de toneladas, ou seja, 16,7% abaixo da registrada no ano anterior, sendo 81,3 milhões no Centro-Sul e 9,18 milhões no Norte/Nordeste. Assim, no total das duas safras nacionais de milho, a área chega a 21,2 milhões de hectares, ou 8,1% abaixo da realizada em 2023, e a produção final fica em 114,3 milhões de toneladas, ou 16,2% abaixo da registrada no ano passado. (cf. Datagro)

Tem-se aí um elemento potencial para a continuidade na reação dos preços do cereal em algumas regiões do país, dependendo da cadência de consumo interno e das exportações. Nota-se que existe discordância entre os analistas e a própria Conab quanto ao volume final a ser colhido no Brasil. Por exemplo, Safras & Mercado estima um total de 123,3 milhões de toneladas a serem colhidos no corrente ano. Enquanto a safrinha ficaria em 83,6 milhões de toneladas, a safra de verão teria somado 25,6 milhões. Soma-se ainda a safra do Norte/Nordeste, em um total de 14,1 milhões de toneladas e chega-se ao total geral indicado pela consultoria, que adianta, segundo ela, que o volume total colhido na safra anterior teria sido de 140 milhões de toneladas. Por outro lado, a coheita da safrinha no Mato Grosso atingia a 1,9% no final da semana anterior, ficando à frente da média histórica, que é de 0,64%. Em termos de produção final, espera-se um recuo de 14,2%, para 45 milhões de toneladas de milho. (cf. Imea)

E no Paraná, segundo o Deral, a safrinha iniciou a ser colhida antecipadamente, neste ano. Segundo o órgão público estadual, 4% das lavouras haviam sido colhidas até esta última semana de maio, sendo que, do restante, 43% estavam em maturação. Na ocasião, 51% das áreas a serem colhidas estavam em boas condições, 32% regulares e 17% ruins. Em tais condições, a produção paranaense da safrinha de milho foi reduzida para 13,2 milhões de toneladas, contra 14,3 milhões colhidas no ano anterior. Enquanto isso, a Conab informou que a safrinha estava colhida em 1,1% no Brasil, até esta última semana de maio, porém, apontando um índice menor no Paraná (2%). Para a Conab, a colheita da safra de verão de milho atingia a 78,4% neste final de maio, havendo ainda 19,2% das mesmas em maturação. E no Mato Grosso do Sul, segundo a Famasul, 56,2% das lavouras da safrinha estavam em boas condições no final de maio, outras 20,8% regulares e 22,9% estavam ruins.

Devido a diversos problemas climáticos regionalizados, este Estado estima que a área total semeada atingiu a 2,2 milhões de hectares, ficando 5,8% menor do que no ano anterior. A produtividade prevista é de 86,3 sacos/hectare, o que significa uma redução de 14,2% sobre à última colheita. Com isso, o Estado deverá colher 11,4 milhões de toneladas, sendo isso 19,2% inferior à 2023. Enfim, segundo a Secex, o Brasil exportou 277.724 toneladas de milho nos primeiros 17 dias úteis de maio. Esse volume representa 72,2% do total exportado em todo o mês de maio de 2023. A média diária é 6,6% inferior ao registrado em maio do ano passado. O preço médio pago pela tonelada do milho brasileiro recuou 37,7% nos últimos 12 meses, ficando hoje em US$ 206,30/tonelada. Isso representa, ao câmbio de hoje (R$ 5,21), o equivalente a R$ 64,49/saco.

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