Cotações do milho em Chicago iniciam o mês de agosto

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Cotações do milho em Chicago iniciam o mês de agosto

Média de julho ficou em US$ 3,49/bushel
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As cotações do milho em Chicago iniciam o mês de agosto praticamente nos mesmos níveis da semana anterior. O fechamento desta quinta-feira (02/08) ficou em US$ 3,66/bushel, contra US$ 3,61 uma semana antes. A média de julho ficou em US$ 3,49/bushel, contra US$ 3,63 em junho e US$ 3,77/bushel em julho de 2017.

As vendas líquidas estadunidenses de milho, na semana encerrada em 19/07, ficaram em 338.500 toneladas, ou seja, 42% abaixo da média das quatro semanas anteriores, fato que tira o estímulo do mercado. Para o ano de 2018/19 o volume atingiu a 747.500 toneladas.

Mas neste momento o mercado olha com mais atenção o clima nos EUA, onde o ritmo de chuvas nas regiões produtoras diminuiu, sendo um pouco mais crítico para a soja do que para o milho. Além disso, o mercado espera o novo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para o próximo dia 10/08. Um dos pontos importantes é verificar o efeito da elevação de 10% para 15% de etanol de milho na gasolina consumida pelos estadunidenses.

Por enquanto, as condições das lavouras estadunidenses foram mantidas em 72% entre boas a excelentes, conforme relatório do dia 30/07. Diante disso, alguns analistas privados sugerem que a produtividade média da colheita futura de milho nos EUA possa superar os 10.894 quilos/hectare.

Já na Argentina, a colheita de milho fechou o mês de julho com praticamente 80% da área cortada. Por sua vez, os preços internos do cereal começam a se elevar. Assim, no mercado argentino a tonelada FOB fechou a semana na média de US$ 174,00, enquanto no Paraguai a mesma alcançou a US$ 134,00.

No mercado brasileiro, os preços se mantiveram estáveis, porém, com a retomada do viés de alta. O balcão gaúcho fechando a semana em R$ 34,56/saco na média. Já os lotes passaram para valores entre R$ 41,00 e R$ 41,50/saco. Nas demais praças os lotes oscilaram entre R$ 21,00/saco em Campo Novo do Parecis (MT), até R$ 40,50/saco nas regiões catarinenses de Videira, Concórdia e Campos Novos.

Os consumidores do centro do país continuam a enfrentar dificuldades de abastecimento, enquanto os produtores continuam a segurar o produto. Afinal, apesar de o câmbio ter retornado à casa dos R$ 3,70, a tendência continua sendo de novas altas no decorrer da campanha eleitoral, a qual irá se acirrar e melhor se definir a partir do 15/08.

Na prática, os produtores estão começando a realizar as perdas provocadas pela seca na safrinha nacional. Em algumas regiões houve 50 dias de seca no período mais crítico da mesma. Tanto é verdade que algumas cerealistas e cooperativas estão recebendo, até o momento, 50% menos de produto do que na safrinha passada (cf. Safras & Mercado).

Neste contexto, Campinas não negocia por menos de R$ 42,00/saco CIF, enquanto o milho tributado, em São Paulo, não fica por menos de R$ 39,00 a R$ 40,00/saco CIF, mais ICMS.

No fundo, os produtores paulistas da safrinha buscam receber R$ 40,00/saco no mercado livre, visando compensar as perdas geradas pela seca. Este comportamento acaba influenciando as demais regiões produtoras do Centro-Sul. Para muitos analistas privados, o nível de equilíbrio para que o mercado encontre novamente fluidez seria algo em torno de R$ 44,00/saco CIF em São Paulo. Neste contexto, na BM&F paulista os contratos mais distantes tendem a seguir uma linha de preços firmes nas próximas semanas. Este movimento ainda irá receber o impacto das decisões de plantio da safra de verão, que se aproxima (cf. Safras & Mercado).

Já em termos de exportação, o volume alcança um ritmo aceitável diante dos problemas nacionais de logística. Em julho, o total exportado teria chegado a 1,82 milhão de toneladas segundo os portos brasileiros.

Enfim, a produção brasileira de milho safrinha está sendo esperada, agora, em 49,2 milhões de toneladas, contra 67,4 milhões no ano anterior. Até o dia 27/07 a mesma havia sido colhida em 51% da área esperada, contra 50,7% um ano antes. São Paulo e Mato Grosso são os Estados mais avançados, com respectivamente 66% e 65% da área colhida.
 

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