Infocafé de 12/07/19

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A bolsa de N.Y. finalizou a sexta-feira em baixa
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A bolsa de N.Y. finalizou a sexta-feira em baixa, a posição setembro oscilou entre a máxima +1,30 pontos e mínima de -0,85 fechando com -0,30 acumulando na semana -4,45 pts.

O dólar comercial emendou a quarta queda seguida, recuou 0,33% e fechou cotado a R$ 3,7390. Com o resultado, a moeda norte-americana fechou a semana com desvalorização acumulada de 2,11%, no segundo recuo semanal seguido. Investidores ainda acompanhavam o andamento da reforma da Previdência no Congresso Nacional, após o texto ser aprovado em primeiro turno na Câmara dos Deputados.

Os destaques, que propõem alterações no texto, começaram a ser votados ontem, e a votação continuou hoje. Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu que a votação da proposta em segundo turno pode ficar para a próxima semana ou para agosto, após o recesso parlamentar, que começa em 18 de julho. Para a equipe da Brasil Plural, ainda que o segundo turno fique para agosto, não se pode perder de vista que os resultados das votações até o momento demonstram compromisso dos parlamentares com a aprovação de uma reforma robusta.

Alterações climáticas, que forçam o deslocamento de produtores para outras áreas e os preços baixo, que no longo prazo tiram cafeicultores da atividade, são as grandes ameaças ao setor. Durante o 2º Fórum Mundial de Produtores de Café, evento realizado em Campinas (SP) nesta quinta-feira, dia 11, o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), José Sette, disse que no curto prazo a questão dos preços baixos é a principal preocupação do setor produtivo.

O indicador de preços composto da OIC subiu 7,1% em junho na comparação com maio, para 99,97 centavos de dólar por libra-peso, marcando a primeira alta mensal desde janeiro. Porém, em abril, o indicador da OIC havia caído para 94,42 centavos na média do mês, pior nível desde julho de 2006, quando os preços bateram em 88,57 centavos. Já em termos de longo prazo, a mudança climática é uma ameaça “muito séria”, apontou o diretor da OIC. “Demora muito para a criação de novas cultivares, resistentes à seca e mais produtivas. Além disso, é custoso para o cafeicultor migrar para uma região menos quente, e não é todo país que tem uma Embrapa para desenvolver plantas adaptadas. O Brasil investe em pesquisa há décadas. Somos um exemplo que o mundo cafeeiro tem que olhar com muito carinho”, finalizou Sette. 


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