Feijão

Quase tudo com feijão-caupi

Embrapa Meio-Norte está trabalhando para disponibilizar ao mercado ainda este semestre  produtos alternativos feitos com farinha de feijão-caupi

Para acompanhar o chá das cinco - tradição brasileira copiada dos ingleses - que tal biscoitos semelhantes às petas, feitos à base de farinha de feijão-caupi? Ou saborear no almoço ou no jantar uma lasanha montada com massa de feijão-caupi? Pois a Embrapa Meio-Norte está trabalhando para disponibilizar ao mercado ainda este semestre  produtos alternativos feitos com farinha de feijão-caupi.

A ideia, segundo o pesquisador Jorge Minoru Hashimoto, é oferecer alternativas tecnológicas alimentares mais nutritivas do que os produtos tradicionais disponíveis hoje, procurando incrementar o consumo do feijão-caupi. Ele explica que a busca é também por produtos que tenham longa vida de prateleira, prontos para o consumo ou de rápido preparo e ricos em fibras.

“Esses produtos  têm  maior  teor  proteico, e  é aí que está o grande diferencial. Além disso, eles não contêm glúten. Alguns produtos também não têm conservantes químicos”, destaca Hashimoto.
O estudo, que começou em 2013 com as cultivares BRS Guariba e BRS Novaera,  está avançado e já desenvolveu produtos semelhantes aos biscoitos peta, ou de polvilho, massa para macarrão e farinha instantânea para o preparo de caldo de feijão com alto valor proteico.

O rito de passagem de grãos a produto final foi longo. Primeiro, o pesquisador buscou uma metodologia economicamente viável para descascar os grãos de maneira rápida e transformá-los em farinha. Ele encontrou o método do atrito mecânico entre os grãos. Depois, Hashimoto partiu para a elaboração de produtos sem o uso de conservantes e com textura crocante.

Agora, na  terceira etapa da pesquisa, usando a cultivar BRS Tumucumaque, que tem altos teores de ferro e zinco, e com a participação direta de estudantes de mestrado e doutorado da Universidade Federal do Piauí (UFPI), o pesquisador vem   usando a tecnologia extrusão termoplástica, caracterizada por submeter a matéria-prima a altas temperaturas e pressões.

O próximo passo será a análise sensorial, que é o teste de avaliação, aceitabilidade e intenção de compra dos produtos. Além da participação efetiva da UFPI, o projeto é apoiado pela Universidade Estadual de Campinas ( Unicamp ),  Instituto de Tecnologia de Alimentos ( ITAL ), também em Campinas, Universidade Federal do Ceará (UFC ) e Embrapa Agroindústria de Alimentos, com sede no Rio de Janeiro.

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