Os erros de hoje são a conta do amanhã
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Os erros de hoje são a conta do amanhã

Por:

A economia brasileira vai muito mal, especialmente após duas recessões em sequência (2014/2016) e (2020). Grande parte do problema vem dos erros cometidos a partir de 2007, quando o populismo, mais uma vez, passou a reger a gestão do país. Começamos com a dívida pública. Até 2013 vínhamos apresentando superávit primário, porém, os gastos públicos desenfreados, especialmente a partir de 2010, reverteram esta lógica e entramos numa espiral de déficit a partir de 2014.

Dentre as causas, tem-se o aumento dos salários do funcionalismo público acima da inflação, gerando dificuldades adicionais na dinâmica da previdência social logo em seguida. Adotou-se uma política de desonerações tributárias para “setores escolhidos”, a qual em nada resultou de positivo. Soma-se a isso o histórico de atuações do BNDES que, sim, tem uma “caixa preta” que aos poucos começa a aparecer. Ainda tivemos as famosas pedaladas fiscais do governo Dilma Rousseff.

Junto a isso, adotou-se uma política de subsídios ao consumo de combustíveis a qual, juntamente com a corrupção, descapitalizou a Petrobrás, quase quebrando-a. Impôs-se uma redução nas tarifas elétricas, descapitalizando o setor, conta que estamos pagando até hoje. Além disso, a inflação acumulada entre 2010 e 2014 chegou a aproximadamente 35%, atingindo, somente em 2015, a 10,67%. Não se fez as reformas estruturais necessárias, salvo a meia-sola da reforma trabalhista já no governo Temer.

Vive-se hoje na economia nacional a conta dos erros ocorridos nas gestões passadas. O problema é que, no atual governo, praticamente nada corrigimos destes erros. Pelo contrário, em muitos casos os aumentamos, dando continuidade a um sistema populista. Ora, os erros que se acumulam agora serão a conta a ser paga amanhã pela sociedade, nos deixando em eterna dificuldade. Assim, temos um longo caminho pela frente para ajustar a economia brasileira. Lembrando que, em 2022, teremos eleições presidenciais e, por enquanto, as duas alternativas hegemônicas que despontam não servem às reais necessidades da Nação, pois já sabemos no que resultam. 


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