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Clima bom e safra cheia travam alta das commodities

No trigo, os contratos na CBOT operavam em alta


No trigo, os contratos na CBOT operavam em alta No trigo, os contratos na CBOT operavam em alta - Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com movimentos moderados, em meio à combinação de clima favorável nas principais regiões produtoras, avanço de safras e cautela dos agentes diante da oferta global. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados de 9 de junho de 2026, o trigo em Chicago teve leve recuperação técnica, enquanto o milho avançou de forma discreta e a soja voltou a mostrar fraqueza.

No trigo, os contratos na CBOT operavam em alta, com julho a US$ 587,25, ganho de 4,00 pontos, dezembro a US$ 617,25, alta de 3,50 pontos, e maio de 2027 a US$ 642,00, avanço de 2,25 pontos. No físico brasileiro, o Paraná registrava R$ 1.372,00 por tonelada, alta diária de 0,30%, enquanto o Rio Grande do Sul marcava R$ 1.321,84, com avanço de 0,07% no dia. Apesar da melhora em Chicago, as condições favoráveis nos Estados Unidos, na Europa e na região do Mar Negro reforçam a expectativa de ampla oferta global e ampliam a concorrência nas exportações. O USDA apontou queda na condição do trigo de inverno dos EUA, com 25% em situação boa a excelente, menor nível para o período em quatro décadas, enquanto o trigo de primavera subiu para 52%.

Na soja, julho na CBOT era cotado a US$ 1.114,25, queda de 1,50 ponto, enquanto maio de 2027 recuava 0,25 ponto. No mercado físico, o interior do Paraná registrava R$ 124,12, baixa diária de 0,19%, e Paranaguá tinha R$ 130,08, alta de 0,71%. A condição das lavouras caiu levemente para 65% boa a excelente, mas ainda indica potencial produtivo sólido. A demanda chinesa segue limitada, com compras restritas de soja brasileira para julho e pouca participação na soja americana.

No milho, julho na CBOT subia para US$ 420,75, enquanto dezembro avançava para US$ 448,00. Na B3, os contratos recuavam, com julho a R$ 65,46. A condição das lavouras permaneceu em 67% boa a excelente. No Brasil, a Conab informou avanço da colheita da safrinha para 3% da área, com Mato Grosso à frente, em 6,1%.
 

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