Inoculante aumenta ganho em R$ 704,40 por hectare na soja

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Imagem: Guilherme Viana/Embrapa
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Inoculante aumenta ganho em R$ 704,40 por hectare na soja

1,49 milhão de hectares de milho e soja receberam o BiomaPhos
Por: -Leonardo Gottems

Lançado em agosto de 2019, o inoculante BiomaPhos já rendeu R$ 105 milhões ao em 2020 com aumento de produtividade brasileira de soja e milho. É o que apontam os cálculos dos desenvolvedores dessa disruptiva tecnologia de solubilização de fósforo: a empresa Bioma, pertencente ao Grupo Simbiose Agro, e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

“Na safra 2019/2020, quando foi lançado, a área tratada ultrapassou 350 mil hectares. Os resultados foram tão satisfatórios que, na safra 2020/2021, 1,49 milhão de hectares de milho e soja receberam o BiomaPhos. Nossa previsão de vendas do inoculante para a próxima safra é ultrapassar os três milhões de hectares”, revela Artur Soares, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Simbiose Agro.

De 231 áreas de soja que receberam o BiomaPhos e foram avaliadas pela Embrapa e pela Bioma na última safra, a média de produtividade saltou de 67,2 sacas por hectare para 71,6 sacas, o que significa um incremento de 4,4 sacas por hectare proporcionado pelo uso do produto. Isso representou um ganho líquido para o produtor de R$ 704,40 por hectare.

“Se considerarmos a cotação da saca de soja a R$ 176,00 – dado da última semana de abril – e descontarmos o custo do produto por hectare (R$ 70, em média), o produtor alcançou um ganho médio de R$ 704,40 por hectare usando o BiomaPhos. Apenas para se ter uma ideia, a média obtida no último ano no milho foi de 12 sacas a mais por hectare”, avalia Soares.

Christiane Paiva, pesquisadora da área de Microbiologia do Solo da Embrapa Milho e Sorgo (MG), responsável pela pesquisa que chegou ao produto comercial, afirma que, “apesar de o produto estar disponível no mercado há pouco mais de um ano, a expansão já sinaliza a possibilidade de contribuir efetivamente para a redução da excessiva dependência brasileira de fertilizantes importados”, afirma a pesquisadora. 

Segundo ela, em algumas culturas, ainda em fase de testes, como batata e amendoim, os ganhos têm surpreendido os produtores, chegando a 30% de incrementos na produtividade. “Esses resultados ocorreram em lavouras que usualmente não utilizavam inoculantes biológicos para aumento da produtividade e melhor aproveitamento de nutrientes, o que torna o BiomaPhos um produto revolucionário em termos de utilização de ativos biológicos na agricultura”, interpreta Christiane Paiva. 

“Em culturas como café, sorgo, algodão, cana-de-açúcar, amendoim, citros, manga, tomate e batata, em que não havia tradição de uso de inoculantes, a tecnologia tem proporcionado ganhos reais após ter sido amplamente testada e avaliada positivamente pelos próprios produtores”, complementa. Ela adianta que a Embrapa e parceiros públicos também estão firmando parcerias para avaliação do inoculante em banana, trigo, pastagens, hortaliças, hortifrútis, milho para silagem e milho-verde, além de análises sobre a eficiência do produto no sistema ILPF.


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