Produção de trigo na Rússia revisada para baixo

ESTIMATIVAS

Produção de trigo na Rússia revisada para baixo

"Nesta temporada, os desafios para a Rússia nos mercados de exportação de trigo vêm principalmente da Ucrânia e da UE"
Por: -Leonardo Gottems
361 acessos

A previsão de produção de trigo da Rússia para 2019/2020 foi revisada para baixo em 5 milhões de toneladas, de acordo com um relatório de 7 de novembro da Rede Global de Informação Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O USDA disse que reduziu sua projeção para 74 milhões de toneladas com base em dados oficiais e não oficiais do governo russo e especialistas do setor, após os resultados iniciais da colheita de 2019. 

"A secura em algumas áreas versus muita chuva em outras reduziu o rendimento esperado", afirmou o USDA. Enquanto isso, a qualidade da safra 2019/2020 excederá a safra do ano passado e a tendência de longo prazo é "aumentar constantemente a qualidade", afirmou o USDA. 

"De acordo com o Ministério da Agricultura, a participação do trigo de qualidade alimentar aumentou para 84% contra 74% em 2018", disse o USDA. As exportações de trigo estão previstas em 34 milhões de toneladas, abaixo das 35,7 milhões de toneladas em 2018/2019 e 41,4 milhões de toneladas em 2017/2018, segundo o USDA. 

"Nesta temporada, os desafios para a Rússia nos mercados de exportação de trigo vêm principalmente da Ucrânia e da UE, que têm culturas maiores e exportações", afirmou o USDA. “Além disso, fortes exportações de trigo nos EUA, em vez da diminuição prevista, alteram a dinâmica do mercado.”, completa. 

O texto observou que a recente abertura do mercado de trigo russo na Arábia Saudita poderia expandir modestamente a já grande participação de mercado da Rússia no Oriente Médio e no norte da África. "Fatores como um rublo russo mais forte, encargos administrativos significativos e custos logísticos extremamente altos na Rússia - custos de transporte interno para grãos russos são mais altos do que para exportadores dos EUA e da Austrália - também restringem a competitividade das exportações", conclui. 


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink