MS se consolida como novo polo logístico no país

Hidrovias

MS se consolida como novo polo logístico no país

Novos portos e uma ponte abrem caminho para exportação hidroviária
Por: -Eliza Maliszewski
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“Nova Paranaguá”. Este é o título que o município de Porto Murtinho (MS) está recebendo. Com novos portos e a inauguração de uma ponte ligando o município a cidade paraguaia de Carmelo Peralta, ponto de onde a rota bioceânica chegará a portos do Chile e, dali, a produção local e nacional seguirá rumo à Ásia. Nos últimos meses movimentação de cargas aumentou consideravelmente e já desperta o interesse de novas empresas em hidrovia. 

Porto Murtinho se estabelece como um novo polo exportador e logístico para o Mato Grosso do Sul e região Centro-Oeste, isso porque o transporte hidroviário reduz custo e distância, aumentando o poder competitivo do Estado. Atualmente o terminal é operado por um grupo argentino e transportou 600 mil toneladas de soja no ano passado. Em 2019 já há previsão de escoar 1 milhão de toneladas. A ampliação está em estudo para permitir aumento de envio de cargas para o sul do continente, onde acessam as rotas marítimas. 

Uma das gigantes do setor na América do Sul, a Navios South American Logis, está em fase de instalação de um terminal portuário e projeta construir no município, também às margens do rio Paraguai, um terminal como três tanques para combustíveis de 15 mil metros cúbicos cada, além de três silos e um armazém para receber até 80 mil toneladas de grãos e capacidade para receber até três barcaças por vez.

O novo investimento, de R$ 110 milhões está em fase de licenciamento ambiental. Outra empresa, a FV Cereais, de Dourados, também adquiriu espaço para futura instalação de um porto graneleiro, com investimento inicial de R$ 50 milhões, e outros dois grupos da argentina já manifestaram interesse em se instalar na região com o mesmo objetivo.

O governo estadual projeta que, até 2020, a capacidade de cargas escoadas mais que dobre, superando as 1,5 milhão de toneladas –chegando a 6 milhões em mais três anos. 
 


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