Economia de privilégios (Final)
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Economia de privilégios (Final)

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No contexto da economia de privilégios, que domina historicamente o Brasil, não se trata de escolher entre o mercado e o Estado. Como bem ensina Fernando de Holanda Barbosa (cf. Conjuntura Econômica, FGV, fev/22, pp. 12-17), “... às vezes a ideologia não permite que se tenha uma visão mais abrangente para entender a economia social do mercado (...). Trata-se de dois braços: o mercado dando eficiência, possibilitando o crescimento econômico. E o Estado cuidando da justiça social. (...) Os mesmos jamais devem ser excludentes. (...) Ora, o Brasil não cresce por que nossa economia é de privilégios constantes e históricos (reforçados nestes últimos anos).

Se tentamos ser uma economia de mercado, também é preciso que a sociedade não assalte o Estado, pois o mesmo deve cuidar do social, e não do interesse privado. Os responsáveis pela situação do Brasil são os brasileiros, e não o FMI, o capitalismo, o comunismo, ou o que for. Não se trata de esquerda ou direita. Trata-se de nós mesmos, com nossa cultura (de querer levar vantagem em tudo e sobre todos) e a maneira com que somos levados a tratar o Estado (...), permitindo que ele dê recursos a quem não precisa, e quem não tem que se vire.” Se não conseguirmos mudar isso, não tiramos o país da UTI econômica de forma duradoura, e muito menos chegaremos ao desenvolvimento sustentável. Hoje, precisamos tirar o país da grave crise fiscal em que se encontra, cuidando-o de forma que saíamos da estagnação e voltemos a crescer.

Neste sentido, “levando-se em conta que nossa população cresce 0,7% ao ano na atualidade, precisamos gerar um crescimento (PIB) de 4% a 5% ao ano. Os governos, e a sociedade, precisam fazer e aplicar políticas que levem o Brasil a crescer a tais taxas. Em o fazendo, será possível duplicar a renda per capita a cada 20 anos e, com isso, criaremos as condições para acabar com o dualismo de termos trabalhador formal e informal, ricos e miseráveis, construindo uma sociedade igualitária, apoiada em um sistema de mercado eficiente, com um Estado forte e organizador, saindo da atual realidade onde a maioria fica perdendo tempo, discutindo coisas irrelevantes, alimentadas por fake news, que só atrasam o país e sua população.    


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