Curso de Métodos de Estimativas de Riqueza e Análise de Biodiversidade

Estudos sobre processos que envolvem uma ampla variedade de espécies freqüentemente necessitam de análises específicas que facilitem tanto a compreensão dos mecanismos estudados quanto a comparação entre diferentes comunidades. Nesse contexto, conhecer a aplicação, bem como as vantagens e desvantagens de métodos simples de descrição e análise de comunidades biológicas, é fundamental para que trabalhos nessa área possam ser bem realizados. Nesse curso pretendemos discutir quando e como alguns desses métodos (como análises de agrupamento, estimadores de riqueza de espécies e índices de diversidade) podem ser aplicados.

Carga Horária do Curso:32 horas

Realização:CBBC - Centro Brasileiro de Biologia da Conservação / IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas

Orientador:
Marcos Vinícius Carneiro Vital
- Trabalha atualmente com Ecologia Teórica, Conservação da Biodiversidade e Evolução
- Professor de Ecologia Experimental e Modelagem em Diversidade Biológica na Universidade Federal de Alagoas.
- Doutor em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa.
- Mestre em Biologia (área de concentração: Ecologia) pela Universidade Federal de Goiás.
- Biólogo formado na Universidade Federal de Viçosa (MG).

Programação:
- Métodos de coleta em campo:
Antes de analisar os dados, é fundamental planejar coletas que sejam adequadas aos grupos animais ou vegetais de interesse. Nesse sentido, diferentes métodos apresentam eficiências distintas de acordo com o grupo taxonômico e com o objetivo da coleta. Nesse tópico será apresentada uma breve introdução sobre métodos mais comuns de amostragem e de coleta de espécies animais e vegetais.
- Estimativas de diversidade:
Para que possamos investigar processos ecológicos inerentes às comunidades, é extremamente importante que sejamos capazes de interpretar um conjunto de dados referentes ao sistema em estudo. No entanto, estudos sobre comunidades em geral trazem uma quantidade muito grande de informações relativas tanto à composição quanto a abundância de espécies. Nesse sentido, os índices de diversidade foram desenvolvidos com o intuito de simplificar e auxiliar a compreensão dessas informações. Mas até que ponto esses índices são úteis? Quais informações podem ser aproveitadas a partir deles? Nesse tópico pretendemos apresentar alguns dos índices de diversidade mais comumente utilizados e discutir sua eficiência em termos de representatividade biológica de comunidades.
- Estimativas de riqueza:
Uma vez que o intuito de uma coleta é determinar a riqueza de espécies de um local, qual deveria ser o esforço de campo mínimo para que haja uma certa confiabilidade quanto à riqueza total? Será que a partir de uma pequena amostra da comunidade de interesse é possível estimar o número total de espécies presentes? Nesse tópico discutiremos dois métodos relativos às estimativas de riquezas de espécies: 1) métodos que permitem avaliar a eficiência da coleta com relação à estimativa do número total de espécies presentes em uma comunidade e; 2) métodos estatísticos que permitem, a partir de uma amostra, inferir com uma certa margem de erro a provável riqueza de uma determinada comunidade.
- Métodos de agrupamento:
Além da riqueza, a identidade das espécies é uma informação vital para a análise de diferentes comunidades. Contudo, quando existe a necessidade de comparar diferentes agrupamentos de espécies, é necessário aplicar técnicas que simplifiquem as informações referentes à riqueza e composição de forma a permitir uma comparação mais eficiente. Nessa parte discutiremos como realizar algumas análises de agrupamento que podem representar importantes ferramentas nesse contexto.
- Métodos de ordenação:
Além dos dados de diversidade serem em si bastante complexos, sua coleta costuma envolver a observação de múltiplos fatores ambientais que podem estar associados à determinação da riqueza e abundância das espécies. Um conjunto interessante de ferramentas para se lidar com estes dados multivariados são as técnicas de ordenação, que permitem tanto uma rápida visualização de padrões quanto a redução dimensionalidade de um conjunto de dados. Nesta etapa do curso, vamos abordar os métodos de ordenação mais comuns (PCA, PCoA, NMDS, etc.) e suas vantagens e desvantagens na análise de dados de diversidade biológica.
- Comparando comunidades e testando hipóteses:
Mesmo dominando os diferentes métodos de se medir, agrupar, visualizar e redimensionar os dados de ecologia de comunidades apresentados ao longo deste curso, existem situações nas quais um teste estatístico deve ser aplicado para que possamos ter conclusões a respeito da validade de nossas hipóteses. Neste tópico, discutiremos algumas análises de aleatorização de matrizes que permitem a realização de testes de hipóteses e comparações entre diferentes comunidades.

Informações:
Contato: IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas
Site: www.ipe.org.br
Telefone: (11) 4597-1327
E-mail: cbbc@ipe.org.br

Informações Gerais

  • 06/10/2011 à 09/10/2011
  • SP - Nazaré Paulista
    Nazaré Paulista, SP - Sede do IPÊ - Rod. D. Pedro I KM 47 - Bairro do Moinho I
  • Gratuíto

Localização do Evento