IX Curso de Nutrição da Videira

Neste curso, as palestras destacarão a relação mútua que existe entre os vinhedos e o ambiente no qual estão estabelecidos.

Para a pesquisadora Teresinha Costa Silveira de Albuquerque, responsável pela coordenação técnica, tratar os plantios comercias sob essa perspectiva é a melhor decisão num negócio tão competitivo como é o da uva.

No IX Curso, em 12 palestras, vão ser abordados mais de 40 temas relacionados à adubação da cultura: de conhecimentos básicos acerca dos ciclos de crescimento da videira a fatores climáticos, fertilidade dos solos e a absorção de micro e macronutrientes do solo por parte as plantas. É um complexo de informações técnico-científicas que vão ajudar os produtores a encontrar um equilíbrio entre o uso intensivo de tecnologias como insumos químicos e a manutenção dos processos biológicos que tornam as terras férteis, explica Teresinha Albuquerque.

Excesso
A pesquisadora considera preocupante a quantidade de alguns elementos químicos nos solos em consequência da aplicação excessiva de fertilizantes nos vinhedos. Análises de dados coletados no Laboratório de Solos, Água e Plantas (LASP) da Embrapa Semi-Árido revelam que fertilizantes químicos têm sido despejados no solo num volume que, além de não contribuir para aumentos de produtividade e de qualidade dos pomares, podem ser apontados como séria causa de degradação ambiental, afirma.

No manejo da adubação, o produtor precisa estar inteirado das quantidades de nutrientes que já estão disponíveis no solo. A aplicação dos fertilizantes deverá suprir apenas os níveis dos teores que estão em falta. Isto é importante para evitar o uso de produtos em volumes que elevem, por exemplo, os teores dos macronutrientes fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg) para além dos níveis recomendados para os solos da região.

No caso do fósforo (P), um teor acima de 40 miligrama por decímetro cúbico (mg dm-3 ) é considerado muito alto. Contudo, resultados observados nas análises do LASP revelam teores bem acima desse valor. O mesmo tem sido registrado com outros elementos da categoria de macronutrientes e que são absorvidos em grande quantidade pelas plantas, a exemplo do potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg). Em muitos parreirais do Submédio São Francisco estes elementos são aplicados de maneira até exagerada, no dizer da pesquisadora.

Contaminação
A aplicação de fertilizantes nestas quantidades é perda de dinheiro para o produtor, intoxica a planta e degrada o solo, destaca Teresinha. Estes elementos que compõem os insumos químicos usados na adubação são sais e quando em excesso, dificultam o desenvolvimento de microrganismos responsáveis pela qualidade biológica do solo, degradando o ambiente do cultivo. O teor elevado de sais aumenta também o que os técnicos chamam de condutividade elétrica e tem como consequência a desestruturação e salinização do solo, que, ao longo do tempo, torna-o impróprio para ao cultivo, dificultando a absorção de nutrientes e de água pelas plantas.

Informações Gerais

  • 24/04/2007 à 27/04/2007
  • PE - Petrolina
    Centro de Convenções de Petrolina
  • Gratuíto

Localização do Evento