Agronegócio

Análise

A análise de solo estima a capacidade do solo de suprir determinados nutrientes às plantas, auxiliando no planejamento e programa de adubação e calagem.
Por: -Admin
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ANÁLISE DE SOLOS

 

A análise de solo estima a capacidade do solo de suprir determinados nutrientes às plantas, auxiliando no planejamento e programa de adubação e calagem. A análise química do solo será tanto mais útil quanto mais confiável forem os resultados. Atualmente existem cinco programas interlaboratoriais de controle de qualidade em funcionamento no Brasil aproximadamente 220 laboratórios participam dos programas.

A análise química de solo para fins de avaliação da fertilidade é realizada em laboratórios de análise de rotina. Os resultados de pH, alumínio trocável (Al+³), saturação por alumínio (valor “m”), sódio trocável (Na+), índice de saturação por sódio, são características do solo, indicadores de condições de estresse ou de impedimento químico. Os resultados de cálcio e magnésio trocáveis (Ca+², Mg+²) são utilizados principalmente para determinar doses de corretivos. Os teores de P, K, Ca+², Mg+² e micronutrientes obtidos por soluções extratoras, são indicadores de disponibilidade destes, sendo usados para a definição de doses de adubação.

Os resultados de H + Al (acidez potencial), matéria orgânica, soma de bases (SB), saturação por bases (valor V), capacidade de troca catiônica total (T), e efetiva (t), e fósforo remanescente (P-rem) dão informações complementares para a interpretação da análise de solo é verificar os métodos analíticos utilizados, os quais devem estar descritos junto aos resultados no aludo.

A amostragem do solo é a primeira etapa de um programa de avaliação da fertilidade do solo, uma amostragem inadequada pode resultar em uma análise, interpretação e recomendação equivocadas, podendo causar graves prejuízos econômicos ao produtor. Os laboratórios, não conseguem minimizar ou corrigir os erros cometidos na amostragem.

Como não é possível analisar o solo como um todo, analisa-se uma pequena parte (amostra) de solo que irá representar uma área muito grande. Uma boa  amostragem inicia pela estratificação da área, com definição das unidades de amostragem. Unidade de amostragem ou gleba é uma área, independente do tamanho, mas uniforme quanto ao relevo, vegetação, características do solo (cor, textura, drenagem) e uso anterior e atual.

As amostras simples são formadas pela porção de terra coletada em cada ponto do terreno e a amostra composta é a reunião das várias amostras simples coletadas. Para a maioria das culturas, as amostras simples são coletadas na camada de 0 a 20 cm (Figura 1).

 

 Figura 1 - Amostragem de solo (clique na imagem para ampliá-la).

 

Para pastagens já estabelecidas, a amostragem deve ser na camada de 0 a 5 cm. Culturas em que o preparo do solo chega 30 cm de profundidade, a amostragem deve ser realizada na camada de 0 a 30 cm. Com a introdução dos conceitos e tecnologias da Agricultura de Precisão, a amostragem sistematizada das áreas tem sido recomendada.

O método mais comum para a amostragem sistemática de solos em uma área é o de sobrepor uma grade quadrada ou retangular em um mapa ou fotografia da área, identificar e ir ao local  coletar amostras de solos em cada célula. Dentro de cada célula, a amostragem pode ser ao acaso, coletando-se várias sub-amostras, pontual na qual as sub-amostras são coletadas em um raio de 3 a 6 m de um ponto central. A recomendação do espaçamento das grades (malhas) para amostragens de solos varia de 60 x 60 m a 135 m x 135 m, em função da resolução desejada (precisão) associada aos custos.

A freqüência de amostragem depende do manejo da propriedade e, da intensidade da adubação aplicada. Após a retirada da amostra  o material deve ser acondicionado em embalagens para o envio ao laboratório. Os laboratórios ou instituições como cooperativas e órgãos de assistência técnica, fornecem sacos plásticos e/ou caixas de papelão. Não  deve ser utilizas embalagens de quaisquer produtos, pois os resíduos podem alterar os resultados.
 

 

Ecila Maria Nunes Giracca                            José Luis da Silva Nunes

Eng. Agrª, Drª em Ciência do Solo               Eng. Agrº, Dr. em Fitotecnia

 

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