“Lagartas estão comendo as divisas da balança comercial”
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Agronegócio

“Lagartas estão comendo as divisas da balança comercial”

Inúmeros produtores no prejuízo nesta safra
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Os ataques da lagarta helicoverpa deixaram inúmeros produtores no prejuízo nesta safra, especialmente no oeste baiano – bem como em vários pontos de Mato Grosso. No Estado, a praga que atacou lavouras de soja, agora está ameaçando impor novos prejuízos, desta vez à cotonicultura, em pleno desenvolvimento. Somente no oeste da Bahia as estimativas são de um prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão em consequência do ataque da helicoverpa armigera. “O governo federal esquece, ou não se deu conta ainda, é que além de impor prejuízos aos produtores e às economias locais, a lagarta, nesta safra especialmente, comeu e continua a comer as divisas da balança comercial e o superávit vem sendo mantido pelas exportações de produtos do agronegócio”, sentencia o representante da Andef.


O “puxão de orelha” do representante da Andef é uma resposta à liberação temporária de cinco registros direcionada ao controle e combate da lagarta. “O problema chegou a uma intensidade que o Mapa foi obrigado a liberar novos produtos, mas tudo com tempo determinado. Na iminência do caos se aprova emergencialmente. Ou seja, a praga exótica que entrou pela fruticultura, teve que impor prejuízos para depois vir ação, a exemplo do que ocorreu há poucos anos com a ferrugem. Assim como na ferrugem, que na época tinha produtos na fila de espera, vemos o mesmo para as lagartas”.


O vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), Amaury Sartori, frisa que no que depender do ritmo de produção da indústria (fabricação e abastecimento) ela está preparada.

A indústria se diz pronta para entrar com produtos a base de novas moléculas, mas frisa que a fila para liberação dos novos químicos não anda na mesma velocidade que a da necessidade do campo. “Eu não fico feliz por existir lagarta e nem pela morosidade do governo em libertar novos produtos. Estados como o Mato Grosso, líder na produção de soja, milho e algodão, não merece um tratamento desses do governo. O que vemos a cada safra, e em vários aspectos da produção agropecuária, é a postura reativa e não pró-ativa do Mapa”, frisa Daher. (MP) 
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