"Para África chegar ao mundo, deve se abrir ao Brasil”, diz Tereza Cristina
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Imagem: Divulgação
MERCADO

"Para África chegar ao mundo, deve se abrir ao Brasil”, diz Tereza Cristina

Ministra defendeu fim do protecionismo e troca de tecnologias
Por: -Eliza Maliszewski

O Brasil e os países africanos têm relações comerciais desde o final do século XX e a África importa mais do que exporta em um mercado gigante de 1,4 bilhão de consumidores. O Egito é um dos principais destinos de produtos brasileiros, como a carne. Também se destacam a África do Sul, Argélia, Nigéria e Marrocos. Deste último o Brasil compra fertilizante fosfatado.

Para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, mais do que relações comerciais por produtos, Brasil e África podem compartilhar tecnologias. O país dispõe de muitas soluções que podem servir aos produtores africanos como a irrigação, por exemplo. A ministra participou do evento Focus on Africa, promovido pelo Standard Bank Brasil, nesta segunda-feira (26). 

“Essa parceria estratégica, que seguimos buscando construir, é uma via de duas mãos: contribuir para o desenvolvimento da produção africana pressupõe também um tratamento aberto à comercialização da produção brasileira. Para a África chegar ao mundo, deve também se abrir ao mundo e ao Brasil”, destacou. 

Segundo dados do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) o continente africano produzirá apenas 13% de suas necessidades alimentares até 2050. O agronegócio é considerado um dos setores com maior potencial de engajamento entre Brasil e África. “Vemos um potencial enorme para o agronegócio brasileiro que domina a tecnologia de agricultura tropical tão necessária para o desenvolvimento do setor na África”, disse a CEO do Standard Bank Brasil, Natalia Dias. 

A ministra também considera importantes questões como a segurança alimentar e diminuir o protecionismo do comércio agrícola por países desenvolvidos que tem ameaçado uma agricultura mais moderna em países em desenvolvimento. “Um comércio agrícola de fato livre e justo permitiria, sem dúvida, a disseminação de melhorias das condições no campo, onde está concentrada a maior parte da pobreza no mundo, disse.


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