2º dia de queda na soja brasileira

MERCADO FÍSICO

2º dia de queda na soja brasileira

Muita especulação e pedida de preços superiores aos do mercado por parte dos produtores
Por: -Leonardo Gottems
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Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea, os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a sexta-feira (25.01) com preços médios da soja caindo cerca de 0,55% sobre rodas nos portos, para R$ 77,25/saca, e 1,02% no interior do País, para R$ 72,06/saca. Desta forma, as perdas dos reços de exportação já atingiram 3,66% em janeiro e 2,75% no interior.

De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, em que pese que os prêmios de exportação tenham subido levemente hoje nos terminais portuários brasileiros, não conseguiram suplantar a queda de 0,17% do Real/Dólar. A isso foi somada uma queda de 0,19% da cotação de Chicago no contrata de Março próximo. 

“Os relatos recebidos do interior registram que o mercado esteve calmo, com muita especulação e pedida de preços superiores aos do mercado por parte dos produtores, travando as negociações, saindo somente negócios em que o produtor se vê na obrigação a fechar”, complementa o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco.

FUNDAMENTOS

O último fim de semana foi recheado de chuvas sobre o lado oeste de Goiás e todo o lado norte do Mato Grosso, segundo mapas meteorológicos analisados pela Consultoria AgResource: “Índices pluviométricos entre 60-130mm foram observados nos últimos 5 dias sobre tais regiões. Além do mais, quase 65% da área sojicultora do Brasil observaram totais entre 15-25mm, no mesmo período”. 

“De maneira geral, o estresse hídrico foi amenizado no território brasileiro, com exceção a todo o noroeste do Paraná, que segue com um intervalo prolongado de estiagem. Nos próximos 5 dias, o padrão climático árido se alastra por todo o Centro e Leste do país, retirando as possibilidades de chuvas sobre Minas Gerais, oeste da Bahia, Goiás, São Paulo e Paraná, até o começo de fevereiro. Se estas leituras se confirmarem, perdas mais expressivas de produtividade serão observadas no Paraná e Minas Gerais, em específico”, conclui a ARC Mercosul.


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