Agronegócio

300 trabalhos apresentados no Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil

O evento é uma promoção do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, e será realizado em Salvador, BA, dos dias 25 a 28 de novembro de 2013
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Pesquisadores, estudantes, professores, extensionistas, produtores, lideranças de associações e cooperativas, representantes da lavoura e da agroindústria, empresários e imprensa especializada e demais interessados nos resultados dos estudos sobre a cultura do café no Brasil podem se preparar. Para a 8ª edição do Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, a ser realizada dos dias 25 a 28 de novembro em Salvador, mais de 300 trabalhos técnico-científicos serão apresentados na forma de pôsteres, sendo que 30 deles serão apresentados oralmente para debates. O evento também conta com a realização de palestras, oficinas, minicursos e mesas-redondas sobre assuntos variados relacionados à cultura do café e de visitas técnicas. A expectativa é de cerca de 800 participantes. O evento é uma realização do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café.

Palestras – Todos os palestrantes confirmaram presença no Simpósio. O secretário de agricultura da Bahia, Eduardo Salles, fará a conferência de abertura sobre “A atividade cafeeira como sustentabilidade e inclusão social”. Com relação às demais palestras e seus temas, o diretor-presidente do Instituto Agronômico do Paraná - Iapar, Florindo Dalberto, vai falar sobre “Avanços e desafios do Consórcio Pesquisa Café”; o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, Guilherme Braga, e o doutor em Economia Aplicada pela Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo – ESALQ/USP e professor associado da Universidade Federal de Lavras – Ufla, Luiz Gonzaga de Castro Jr., vão abordar “Tendências de consumo e novas oportunidades para os cafés do Brasil”. Trazendo informações sobre “Tecnologias aplicadas à sustentabilidade da cafeicultura”, virão os pesquisadores Gladyston Rodrigues Carvalho, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, e Romário Gava Ferrão, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper.

Oficinas - Para a realização das oficinas, coordenadores e relatores também estão confirmados. A oficina sobre “Etapas para a certificação” vai ter como coordenador Julian Carvalho, que é coordenador do Programa Certifica Minas Café da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais –
Emater-MG, e como relator o fiscal federal agropecuário da Coordenação de Produção Integrada da Cadeia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, Marcus Vinícius de Miranda Martins. Já a oficina sobre “Idenficação Geográfica” terá como coordenadora a pesquisadora da Embrapa Café na Epamig Helena Ramos Alves e, como relator, o pesquisador Flávio Meira Borém, da Ufla. Oficina sobre “Manejo e conservação do solo e da água para a cafeicultura” terá a coordenação do pesquisador do Iapar Marcos Pavan e a relatoria do diretor técnico e científico do Iapar, Armando Androciolli Filho. Ainda sobre as oficinas, o pesquisador do Instituto Agronômico – IAC Sérgio Parreiras vai coordenar a discussão sobre “Avaliação da sustentabilidade na propriedade rural”, cujo relator será o consultor do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA Victor Rossi.

Minicursos e mesas-redondas– Os instrutores dos minicursos também estão confirmados. São oito os temas a serem estudados: “Melhoria da qualidade e agregação de valor do café arábica”, “Melhoria da qualidade e agregação de valor do café conilon”, “Avanços na nutrição para o café conilon”, “Avanços na nutrição para o café arábica”, “Mecanização com derriçadoras portáteis”, “Sistemas agroflorestais e orgânicos”, “Manejo fitossanitário do cafeeiro” e “Noções sobre classificação de cafés”. Os moderadores das quatro mesas-redondas também acertaram a participação. Os temas a serem debatidos são: “Estado da arte da cafeicultura familiar no Brasil”, “Mecanização”, “Irrigação” e “Cultivares de café”.

Momento histórico - “Esse será mais um momento histórico para a cafeicultura nacional. A reunião dos pesquisadores da cultura do café e de representantes do setor produtivo e da extensão rural no VIII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, evento consagrado como fórum privilegiado de discussão da pesquisa de café no País, propiciará a divulgação dos recentes resultados de estudos realizados por instituições de ensino e pesquisa, bem como a troca de experiências e o debate sobre desafios e demandas dos produtores. É desse fórum de discussões que garante a sustentabilidade presente e futura da cafeicultura brasileira”, diz o gerente de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Café, Antonio Guerra.


A importância do evento– Os Simpósios de Pesquisa dos Cafés do Brasil já fazem parte da agenda brasileira de desenvolvimento científico e tecnológico desde 2000, quando foi realizado a primeira edição do evento. O principal objetivo é promover discussão com a comunidade científica e com representantes dos diversos setores da cadeia produtiva do café sobre demandas de pesquisa e tecnologias e produtos desenvolvidos pelas instituições participantes do Consórcio Pesquisa Café para aumento da competitividade do setor cafeeiro e melhoria da qualidade do produto, com sustentabilidade ambiental e inclusão social. Dessa forma, o evento contribui para o fortalecimento da economia e para o desenvolvimento do Brasil.

Pesquisa e seus reflexos- O café tem grande importância na economia agrícola brasileira, sendo o quinto produto do agronegócio exportado. A produção brasileira é a maior do mundo, respondendo por mais de um terço da produção mundial. Em 2012, o Brasil foi responsável por 33% do volume exportado no mundo. Nos últimos quatro anos, o café foi responsável por aproximadamente 7,5% das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2012, com uma colheita de 50,8 milhões de sacas, a safra brasileira bateu mais um recorde.

Além de ser uma cultura adaptada aos solos e climas brasileiros, sua evolução é, em grande parte, resposta às pesquisas realizadas ao longo desse tempo. Essas pesquisas permitiram o desenvolvimento de cultivares resistentes a doenças, mais produtivas e adaptadas a diferentes condições, bem como a geração de informações sobre cultivo, manejo da cultura e de pragas, aproveitamento de resíduos, entre outras. Estudos que trazem contribuição, soluções e inovação para todas as etapas da cadeia produtiva do café.


Avanços da cafeicultura no Brasil– Segundo o Informe Estatístico do Café - Dcaf/Mapa - a área de produção e a produtividade do café, em 1997, quando da criação do Consórcio Pesquisa Café, era de 2,4 milhões de hectares de área cultivada, com produção de 18,9 milhões de sacas de 60kg e produtividade de 8,0 sacas/hectare. Passados 16 anos, em 2013, de acordo com o segundo levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab (maio/2013), com praticamente a mesma área cultivada – 2,3 milhões de hectares - o País deverá produzir 48, 5 milhões de sacas, com uma produtividade de 23,8 sacas/ha.

VIII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil- Será realizado de 25 a 28 de novembro, no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador, BA. O evento é realizado pelo Consórcio Pesquisa Café a cada dois anos e esta edição conta com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira - Funcafé), Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura - Seagri-BA, Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola - EBDA, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB e as demais entidades consorciadas.

Consórcio Pesquisa Café - Congrega instituições de pesquisa, ensino e extensão localizadas nas principais regiões produtoras do País. Seu modelo de gestão incentiva a interação das instituições e a otimização de recursos humanos, físicos, financeiros e materiais. A importância do Consórcio vai muito além do desenvolvimento de tecnologias. A atuação desse arranjo de instituições de pesquisa e ensino brasileiras contribuiu para que o Brasil alcançasse o topo da produção mundial, abastecendo um terço da demanda de café, gerando mais desenvolvimento econômico e social para o País. O Consórcio Pesquisa Café tem um papel fundamental na manutenção da cadeia produtiva do café investindo no agronegócio e trazendo resultados para a agricultura brasileira. Foi criado por dez instituições: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola - EBDA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Epamig, Instituto Agronômico - IAC, Instituto Agronômico do Paraná - Iapar, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - Incaper, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro - Pesagro-Rio, Universidade Federal de Lavras - Ufla e Universidade Federal de Viçosa - UFV.
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