7ª queda consecutiva dos preços do milho no mercado físico

ANÁLISE AGROLINK

7ª queda consecutiva dos preços do milho no mercado físico

Com aumento dos estoques da safra anterior e da área plantada do milho ‘Safrinha’
Por: -Leonardo Gottems
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“Tudo está acontecendo como prevíamos. Pela sétima vez consecutiva os preços médios do milho voltaram a cair na principal praça de referência do país, Campinas, desta vez expressivos 1,98%, para R$ 37,71/saca, aumentando as perdas de março para 8,16%”. A afirmação é do analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica.

As principais causas desta queda, de acordo com ele, são o aumento dos estoques da safra anterior e da área plantada do milho ‘Safrinha’. Além disso, o especialista destaca o recuo das exportações brasileiras de carne, que estão reduzindo a demanda por rações. Assim como o milho, outros componentes das rações estão sofrendo com esta redução da demanda. 

“Se forem confirmadas as previsões de aumento da oferta de milho Safrinha, mais ou menos da ordem de 20% no País, e de aumento dos estoques finais na ordem de 1,5 milhão de toneladas como previsto no quadro de Oferta e Demanda da Conab no seu relatório de março, os compradores de milho podem ficar descansados e os vendedores devem ficar preocupados, porque a perspectiva de queda das cotações é grande no segundo semestre”, projeta. 

Segundo ele, esse cenário só teria alguma alteração caso “sobrevenha algum problema climático sobre a Safrinha, mas nada está previsto até o momento. Temos recomendado insistentemente para aproveitar os preços para fazer barter e fixar os preços nos níveis em que estavam há duas semanas, porque a possibilidade de cair era grande”.

Fundamentos

A safra de verão do Paraná está 66% colhida, contra 41% da safra anterior na mesma data. As condições das lavouras ainda não colhidas são 84% boas, 16% médias e zero por cento ruins. Com relação à comercialização, já está 15% realizada, contra apenas 2% da safra anterior, na mesma data. “O estado é grande produtor e grande consumidor deste cereal, assim como grande exportador para o mercado internacional e para outros estados”, conclui Pacheco.


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