A alemã Basf investe no agronegócio brasileiro
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Agronegócio

A alemã Basf investe no agronegócio brasileiro

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O grupo químico alemão Basf pretende ampliar seus negócios nas Américas, sobretudo no Brasil, e também na Ásia-Pacífico, em especial na China. A empresa vai focar sua atuação nas áreas mais lucrativas e com melhor performance. O programa "Estratégia 2015 mundial da Basf" foi divulgado ontem (28-01) no Brasil pelo presidente mundial, Jürgen Hambrecht, em sua primeira visita ao País após assumir o cargo, em maio de 2003. "Vamos desinvestir nos nossos pontos fracos e reforçar a presença em nossos pontos fortes", disse Hambrecht.

O programa possui quatro diretrizes: obter retorno acima do custo de capital; ajudar os clientes a alcançarem o sucesso; formar a melhor equipe da indústria; e assegurar o desenvolvimento sustentável. As ações da empresa serão dirigidas em três áreas: química, petróleo e gás e agricultura e nutrição. Segundo Hambrecht, a Basf está investindo (de 2000 até 2006) US$ 500 milhões em suas operações no Brasil. A meta é concentrar os aportes nos segmentos de negócio mais rentáveis. Hambrecht destacou a agricultura (herbicidas, inseticidas, fertilizantes, defensivos agrícolas, etc) do Brasil como extremamente "favorável" para investimentos, devido sua imensa área fértil.

A empresa investiu € 100 milhões por ano na América do Sul nos últimos três anos. Desse montante, 85% foram no Brasil, com foco em produtos para agricultura, tintas e vernizes e poliestireno. No Brasil, essa reestruturação já gerou uma economia de R$ 600 milhões em 2002 e 2003. O EBIT (resultado operacional antes de juros e impostos) acumulado de janeiro a setembro de 2003 na América do Sul aumentou € 120 milhões na comparação com o mesmo período do ano anterior. A Basf também está investindo € 10 milhões no desenvolvimento da nova identidade da empresa. A partir de março, estréia um novo logo.

A Basf quer transformar o Brasil no maior centro de produção agrícola do grupo. Para isso, inaugurou em Guaratinguetá (SP), em 2003, o Centro de Produção Agro, que também atua como centro de exportação. Com aporte de US$ 35 milhões, produz o princípio ativo ‘Boscalid’, usado na formulação de defensivos agrícolas destinados ao controle de culturas de hortifrutigranjeiros. Segundo o executivo, até 2015 cerca de 50 milhões de brasileiros serão potenciais consumidores dos produtos da Basf. Hoje, cerca de 6% das vendas mundiais da empresa são realizadas na América do Sul e 14% na Ásia-Pacífico. Para 2015, a meta da empresa é de atingir 20% dos negócios na Ásia-Pacífico, 30% nas Américas e 50% na Europa.

Na China, a empresa está investindo, de 2000 até 2006, US$ 6,6 bilhões. Hambrecht disse que esse expressivo aporte deve-se ao mercado consumidor maior e à gana do empresariado chinês em "fechar negócios todos os dias". Segundo Hambrecht, existe hoje uma capacidade ociosa mundial de 80% na indústria química. Por isso, a empresa não deverá realizar grandes aquisições ou fusões. Os projetos para construção de um complexo de ácido acrílico, em parceria com a Petrobras, e uma fábrica de monômero de estireno, em conjunto com a Dow Quimica, permanecem "em estudo".


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