A forças das cooperativas de crédito e Procap-Agro

Agronegócio

A forças das cooperativas de crédito e Procap-Agro

É uma forma de conseguir capital de giro com taxas diferenciadas, fugindo dos juros elevados que o mercado oferece
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Entre as linhas de investimento do Plano Safra 2016/17, uma que se destacou e apresentou crescimento no bimestre julho/agosto foi o Procap-Agro, linha de crédito que apoia a recuperação e a reestruturação patrimonial de cooperativas ligadas ao agronegócio, ou seja, crédito operacional para capital de giro.

Segundo números do Mapa, até o momento foram captados R$ 538 milhões, alta de 134% frente aos R$ 230 milhões do mesmo período do ano passado. Para o gerente da área técnica e econômica da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Flávio Turra, as cooperativas têm utilizado esta modalidade com mais intensidade nestes momentos de cenário econômico arrefecido. "É uma forma de conseguir capital de giro com taxas diferenciadas, fugindo dos juros elevados que o mercado oferece", explica ele.

Outro movimento que merece destaque, segundo Turra, são as cooperativas de crédito do Estado, segmento dentro do cooperativismo que mais tem angariado cooperados nos últimos anos. A captação de recursos por meio delas até o momento é de R$ 2,82 bilhões no País, contra R$ 2,45 bilhões da safra passada, alta de 17%. "Este é o único setor comparado aos bancos públicos e privados que aumentou o montante de recursos para o financiamento agrícola de custeio e comercialização. O crescimento deste mercado nos últimos anos é muito grande, com cada vez mais cooperados e depósitos à vista para aplicar no segmento rural. É claro que a fatia do mercado não é grande como a do Banco do Brasil, por exemplo, mas está crescendo de forma consistente", complementa Turra.

De forma geral, entretanto, o que a Ocepar confirma na prática é uma redução na tomada de recursos. O mix oferecido pelos bancos (juros livres e controlados) acabou encarecendo as taxas médias, o que segura os produtores cooperados no momento da tomada de recursos. "Esse mix está ficando caro ao produtor e ele pensa duas vezes antes de qualquer tomada de crédito. No formato investimento, por exemplo, a média da taxa é de 9,5% ao ano, ou seja, se a economia equilibrar daqui um tempo, este percentual fica pesado para arcar em longo prazo. O boom inicial que tivemos nessa linha é devido a projetos que já haviam sido apresentados anteriormente".

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