A geopolítica e seus reflexos no Agronegócio
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Imagem: Divulgação
AGRO

A geopolítica e seus reflexos no Agronegócio

Conhecimento é essencial para o sucesso no Agronegócio
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A população mundial atingiu 7,8 bilhões de habitantes na virada do ano de 2021, e a estimativa é que, em menos de três décadas, chegará a 9 bilhões, segundo o Instituto de Censos norte-americano. Diante disso, a pergunta que fica é: quem irá suprir alimentos para este enorme contingente de pessoas? 

Neste contexto, falar em segurança alimentar é essencial. Significa dar a todos o direito ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, tendo como base práticas que promovam saúde, respeitem a diversidade cultural e sejam sustentáveis do ponto de vista ambiental, econômico e social.

Muitos países têm dificuldades em produzir alimentos em quantidade suficiente para abastecer seus mercados internos, o que não é o caso do Brasil, uma vez que um em cada quatro grãos consumidos no mundo é produzido nas fazendas brasileiras. 

Arroz, feijão, café, açúcar, suco de laranja, proteína animal, soja e milho são parte da rica e diversificada produção brasileira.

De acordo com Rafael Possik, coordenador do curso de pós-graduação em Agronegócios 4.0 do Centro Universitário FAAP, para empreender no campo é preciso ser inovador e estar antenado com o que acontece no mundo. “É necessário entender a geopolítica e seus reflexos no campo”, destaca.

Um exemplo é o que vem acontecendo no conflito entre Rússia e Ucrânia. O primeiro é o principal fornecedor de fertilizantes para as lavouras brasileiras. E os Estados Unidos, que são um dos principais compradores de commodities do Brasil, ao lado da China, apoiam a Ucrânia. 

“É preciso entender que o conflito da Rússia com a Ucrânia pode elevar o preço do barril do petróleo e, com isso, puxar a cotação do etanol, que além do Brasil já é usado nos Estados Unidos, China e Índia como combustível verde. Esse cenário resulta numa produção menor de açúcar, com a consequente elevação nos preços”, explica José Roberto Cunha, coordenador do curso da FAAP.

Na mesma linha, a professora Ana Paula Prado, também coordenadora e professora do curso da FAAP, diz que é necessário, ainda, abordar técnicas de análise prospectiva para enfrentar as adversidades deste mercado. “O agricultor brasileiro é inovador, criativo e a cada ano aumenta sua produtividade, respeitando a biodiversidade.” 

“O objetivo da pós-graduação em Agronegócios 4.0 é justamente demonstrar a importância do setor para quem pretende atuar, investir ou empreender nesta área, a partir da apresentação do potencial de oportunidades econômicas e sustentáveis. Os profissionais que atuam nesta área precisam ter essa visão estratégica do mercado global”, finaliza o professor Possik.


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