Abacate latino-americano preocupa EUA e Europa

MEIO AMBIENTE

Abacate latino-americano preocupa EUA e Europa

Produtores negam acusação de dano ao meio ambiente
Por: -Leonardo Gottems
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O abacate latino-americano, mais precisamente do México, Chile, Peru e Colômbia está preocupando os compradores dos Estados Unidos e também do Continente Europeu. Isso porque, alguns restaurantes do mundo estão ameaçando parar de utilizar a fruta com o argumento de que o seu cultivo causa danos ao meio ambiente. 

De acordo com o cozinheiro chefe irlandês JP McMahon, vencedor de uma estrela Michelin, o abacate é um novo "diamante de sangue", anunciando que ele iria parar de servir o fruto em seus restaurantes em Galway, na Irlanda. "Fiquei impressionado com o fato de que não associamos o abacate à mudança climática ou ao desmatamento porque é um símbolo de saúde no mundo ocidental", comenta. 

O México produz mais abacates do que em qualquer parte do mundo, sendo que, somente na segunda semana de janeiro, um caminhão deixou o estado de Michoacán a cada seis minutos carregado de frutas. O destino era os Estados Unidos, já que o abacate é o principal ingrediente do guacamole que os norte-americanos consomem maciçamente durante o Superbowl. 

No entanto, Luis Mario Tapia Vargas, pesquisador do Instituto Nacional de Florestas, Agricultura e Pecuária (Inifap), afirma que os produtores da fruta não estão plantando novas árvores, mas sim cortando outras espécies nativas para deixar os abacateiros crescerem. Além disso, ele afirma que 95% das perdas de espécies vegetais nessas áreas são causadas por incêndios, provocados para limpar o solo ao redor dos abacateiros. 

Contrariando essa afirmação, o assessor e porta-voz da Associação dos Produtores de Abacate do México (APEAM), Ramón Paz Vega, diz que algumas pesquisas mostram que o desmatamento massivo ocorreu vários anos antes da produção de abacates ter se expandido, a partir de 1997. “Sem essa cultura, muitos desses pequenos agricultores e trabalhadores seriam migrantes, membros do crime organizado ou camponeses pobres”, conclui. 


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