Abacate pode revolucionar produção de biodiesel

Agronegócio

Abacate pode revolucionar produção de biodiesel

Estudo de universidade do Estado comprova que fruta apresenta vantagens em relação a outras oleaginosas utilizadas na fabricação do produto
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Estudo de universidade do Estado comprova que fruta apresenta vantagens em relação a outras oleaginosas utilizadas na fabricação do produto

Uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontou que o abacateiro pode se tornar a planta-símbolo do futuro da produção do biodiesel. O abacate permite a extração das duas principais matérias-primas do biodiesel: o óleo, da polpa, e o álcool etílico do caroço.

O Brasil é o terceiro produtor mundial de abacate, com aproximadamente 500 milhões de unidades produzidas por ano. Cultivado em quase todos os estados, a produção ocorre o ano todo com 24 espécies que frutificam a cada três meses.

"O objetivo principal da pesquisa era a extração do óleo para produção de biodiesel. Mas, ao tratarmos o resíduo, que é o caroço, conseguimos obter álcool etílico. Isso, por si só, é uma grande vantagem, já que da soja é extraído somente o óleo e a ele é adicionado o álcool anidro", afirmou Manoel Lima de Menezes, professor do Departamento de Química da Faculdade de Ciências da Unesp, em Bauru, e coordenador da pesquisa.

Nem todos os óleos vegetais podem ser utilizados como matéria-prima do biodiesel porque são necessárias propriedades ideais, como baixa viscosidade e quantias controladas de iodo.

"Teoricamente, é possível extrair de 2,2 mil litros a 2,8 mil litros de óleo por hectare de abacate", disse Menezes. A soja fornece entre 440 e 550 litros/hectare, a mamona de 740 a mil litros/hectare, o girassol de 720 a 940 litros/hectare e o algodão de 280 a 340 litros/hectare.

Já o caroço do abacate tem 20% de amido. Com base nesse percentual, estima-se que seja possível extrair 74 litros de álcool por tonelada de caroço de abacate - valor próximo ao da cana-de-açúcar, que possibilita a extração de 85 litros por tonelada.

Embora o Brasil produza grandes quantidades de abacate, a falta de tecnologia adequada para o processamento da fruta obriga o país a importar o óleo. O principal obstáculo para obtenção do óleo é o alto teor de umidade (o abacate tem 75% de água, em média), que afeta o rendimento da extração.


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