Abapa realiza seminário sobre Sustentabilidade da Cadeia do Algodão na Bahia

Agronegócio

Abapa realiza seminário sobre Sustentabilidade da Cadeia do Algodão na Bahia

Seminário contou com a presença de mais de 100 participantes
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O seminário contou com a presença de mais de 100 participantes

A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), realizou no dia 1º de julho, no Auditório da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães, o Seminário sobre Sustentabilidade da Cadeia do Algodão na Bahia, que contou com a participação de produtores, pesquisadores, representantes das entidades do agronegócio da região e representantes das empresas de sementes. Segundo o presidente da Abapa, Celestino Zanella, o seminário teve como intuito reunir os produtores com o propósito de ampliar o conhecimento, a respeitos das cultivares atualmente plantadas no oeste da Bahia.
 
Assim, a programação contou com palestras e apresentações das empresas Fundação Bahia, ImaMt, Monsanto, J&H, TMG e Bayer, que falaram sobre as principais variedades de algodão para a região oeste da Bahia. “Esse encontro é importante para conhecermos melhor as variedades que temos disponíveis no mercado. A Abapa, Fundação Bahia e Embrapa, já desenvolvem um grande projeto nessa área de cultivares, e acreditamos que este evento vem contribuir ainda mais para essa expansão de conhecimento sobre o assunto”, ressaltou Zanella.
 
O presidente da Fundação Bahia, Ademar Marçal, ressaltou a necessidade desses momentos para que se conheçam as demandas dos produtores. “Precisamos de pessoas que tragam e discutam sobre as demandas. A Fundação está aberta para receber essas demandas, discutir e ouvir a opinião de todos que fazem parte da cadeia produtiva, para que façamos a nossa região cada vez mais sustentável”, disse Marçal.

Na palestra, ‘Fisiologia do Algodoeiro’, o professor de Fisiologia da Universidade de Rio Verde (FESURV), Gustavo Pazzetti, falou do manejo fisiológico com foco na elevada produtividade com qualidade de fibra, funcionamento da planta, crescimento e desenvolvimento do algodoeiro, e adoção das boas práticas de manejo. “Muitas vezes conseguimos excelente produtividade e qualidade de fibra, mas enfrentamos problemas com as questões climáticas, a exemplo da última safra.

Não adianta fazermos tudo certo e não termos água. Por isso, temos que adotar estratégias de manejo, através das quais a gente consiga transformar o solo em reservatório de água em profundidade. Para isso, precisamos dar todo o subsídio físico, químico e biológico que a planta precisa para não ser contrariada em suas primeiras definições, e toda planta define primeiro o crescimento de raiz e profundidade. Se a gente não fizer isso, teremos uma planta contrariada do início ao fim. Assim, não iremos gerenciar a planta, e ela terá dificuldade de mostrar todo o seu potencial de crescimento”, disse Pazzeti. 
 
Mercado do Algodão - O conselheiro da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão - Anea Cotton, Antonio Esteves, falou sobre o ‘Mercado do Algodão’, citando algumas projeções globais para a safra 2016/17, com aumento de 1,6% para o consumo global em relação à safra de 2015/16. Incremento na produção global com destaque para Paquistão, Estados Unidos, Índia e Turquia, podendo haver um aumento de área de até 17%, nos EUA. Redução de 5% na produção da China que em número absoluto representa cerca de 1/3 do aumento esperado na produção mundial.

Aumento de 17% na projeção das exportações americanas ante a temporada de 2015/16 enquanto importações mundiais devem encolher cerca de 3%. A China ainda deve desovar 2 milhões de toneladas de suas reservas e a relação de estoque/uso estimada é de 86% contra 94% na safra 2015/16. 

Sobre os principais destinos do algodão brasileiro, Antonio cita: China, Coreia do Sul, Indonésia, Turquia, Tailândia e Paquistão. "Até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras totalizam 932 toneladas”, informou. Sobre os desafios do Brasil, o consultor ressaltou a questão da qualidade da fibra, citando a grande variação dos resultados de HVI dentro do mesmo lote, o comprimento de fibra e o índice de fibras curtas, dentre outros. Segundo Esteves, o Brasil precisa melhorar o processo de produção, começando na área de genética, passando por manejo, colheita e beneficiamento e controle de qualidade. “O Brasil também precisa continuar o trabalho de segregação para capturar o valor necessário e não deixar que parte do lote penalize o lote por completo.

Precisa se atentar à qualidade, não adianta a promoção do algodão brasileiro se na hora H não entregarmos um produto à altura das expectativas das fiações, e acho difícil manter uma boa qualidade quando se planta 25 variedades diferentes, no caso da Bahia. Precisamos retomar um programa de valorização do algodão, recuperar o “Prêmio” (Basis) que perdemos contra os países africanos e Índia. É preciso se atentar principalmente à tecnologia das fiações, nos quesitos de comprimento da fibra, resistência, micronaire e índice de fibras curtas”, disse Esteves.
 
Durante a sua palestra, o conselheiro do Anea também falou sobre: como produzir fio de qualidade, oferta e demanda global, dentre outros.

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