Abate clandestino em Alagoas prejudica comércio legal e afeta consumidores

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Abate clandestino em Alagoas prejudica comércio legal e afeta consumidores

A carcaça não sai a 7º C, como prevê a legislação. É tudo irregular”, aponta o diretor da FrigoVale.
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Um dos grandes gargalos para a cadeia produtiva da carne em Alagoas ainda é o abate clandestino de animais. Apesar de o Estado contar com três unidades industriais com o Selo de Inspeção Estadual (SIE) da Adeal, os marchantes continuam levando os animais para serem abatidos em locais impróprios.

Na região do Agreste, hoje são realizados abates nos fundos das fazendas e em terrenos abandonados. Às escondidas, o terreno onde funcionava o antigo matadouro municipal de Arapiraca, marchantes ainda realizam o abate clandestino dos animais.

O representante do frigorífico FrigoVale Alagoas, Jaelson Gomes, explica que com o número crescente das irregularidades encontradas nesses locais, os frigoríficos acabam sendo prejudicados. “Os prejuízos são imensuráveis. Hoje são três locais que realizam abate de forma certificada, a FrigoVale, em Arapiraca; a Mafrips e a Mafrial, em Maceió. Todos os três estão sendo prejudicados. Aqui tivemos uma queda no volume de abate de 50%”, afirma o diretor executivo da unidade.

Ele explica que, nos últimos dados divulgados pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), mais de 40% dos abates realizadas no estado são ilegais. “Em pleno 2019, a ausência do poder público, que deveria cuidar para viabilizar o mercado de carne legalizada e a atividade frigorífica na região, prejudica. Nenhum órgão está fazendo seu papel”, atenta Jaelson.

Sem a fiscalização da agência, essas irregularidades podem contaminar a carne que é comercializada em feiras e açougues para a população. “No Agreste e no Sertão, existe uma dificuldade de fiscalização. Em Campo Alegre, que possui o Selo de Inspeção Municipal, e pode abater animais do município, os marchantes levam animais de outros municípios para o abate. E o transporte é realizado em caminhões quentes. A carcaça não sai a 7º C, como prevê a legislação. É tudo irregular”, aponta o diretor da FrigoVale.


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