ABC Cerrado inicia assistência técnica para mais de 200 produtores em MS

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ABC Cerrado inicia assistência técnica para mais de 200 produtores em MS

Objetivo é utilizar tecnologias em sistemas produtivos que diminuam a emissão de gases com efeito estufa na atmosfera
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Objetivo é utilizar tecnologias em sistemas produtivos que diminuam a emissão de gases com efeito estufa na atmosfera

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul iniciou em setembro a terceira etapa de execução das atividades do Projeto ABC Cerado, após realização de seminários de sensibilização e capacitação dos produtores rurais interessados em aderir a iniciativa. O objetivo é utilizar tecnologias em sistemas produtivos que diminuam a emissão de gases com efeito estufa na atmosfera.

No total, mais de 400 pessoas participaram de qualificações sobre Recuperação de Pastagens Degradadas, Sistema Plantio Direto, Florestas Plantadas e ILPF – Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. A partir de agora, os concluintes que somaram 220 produtores receberão durante 18 meses ATeG – Assistência Técnica e Gerencial focada nas diretrizes do projeto ABC Cerrado, idealizado em parceria com o Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e Banco Mundial. O foco da iniciativa é a conscientização e a capacitação que auxiliará os participantes a implantarem sistemas produtivos que têm como meta estimular a sustentabilidade e rentabilidade da atividade rural.

Qualificação que transforma 

Em Camapuã, a dedicação dos produtores rurais possibilitou a formação de cinco turmas e 75 produtores qualificados e que já começaram a receber a assistência técnica do SENAR/MS. É o caso da advogada Flávia Grazieli Ribeiro, 24 anos, que deixou as atividades na cidade para ajudar a família no gerenciamento da propriedade Santa Rita. “Eu resolvi acompanhar os negócios e ajudar minhas tias que são proprietárias da fazenda com atividade de cria e confesso que foi difícil no começo, por isso,  busquei informações para compreender melhor o processo de gestão administrativa e operacional”, explica. 

Questionada sobre o aproveitamento da qualificação em iLPF e a utilização dos conhecimentos na propriedade, Flávia responde: “Fiquei muito satisfeita com o aprendizado e quando recebi a visita do técnico de campo me senti mais segura para iniciar um projeto, no qual vou experimentar o consorciamento de culturas como milho e sorgo, além de reformar a pastagem”, complementa.

Segundo o presidente do sindicato rural, Saturnino Silvério Pereira, a assistência técnica será fundamental para os produtores, pois poderão verificar na prática os conhecimentos apresentados nos cursos. “O programa é novo, no entanto, já demonstrou que é viável e os participantes aqui de Camapuã aprovaram. Todos estão animados para dar continuidade ao que aprenderam, agora é seguir as orientações e acompanhar os resultados”, observa.

A produtora, Leonides Ferreira de Lima, possui propriedade no município com atividade de cria e junto com as irmãs participou da capacitação do ABC Cerrado. Ela destaca que o aprendizado será importante na administração do negócio e o papel do profissional do SENARMS será importante para apontar as melhorias que devem ser feitas. “Já recebi a primeira visita e gostei das indicações feitas pelo técnico. Eu não tinha muito conhecimento e achei importante entender mais sobre gestão, pois, agora posso trocar ideias e esclarecer dúvidas”, avalia.

O responsável pelo atendimento da produtora é o técnico Wilki Richard do Nascimento que presta assessoria para mais 10 produtores na região. Ele ressalta que no primeiro encontro realizou o diagnóstico da propriedade e recomendou para dona Leonides as ações prioritárias. “O local possui situação de erosão preocupante, então temos que trabalhar de forma a conter o quadro para então, iniciar o processo de recuperação das pastagens e manejo dos animais. Nas visitas que realizei até o momento observei que a capacitação ofereceu um diferencial na visão dos produtores que se sentem mais a vontade para dialogar sobre as ações que devem ser tomadas”, conclui.

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