Abiove expõe caso da Moratória da Soja no bioma Amazônia

Agronegócio

Abiove expõe caso da Moratória da Soja no bioma Amazônia

Abiove expõe caso da Moratória da Soja no bioma Amazônia como contribuição do setor empresarial à redução do desmatamento
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A Associação das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que coordena o setor privado no Grupo de Trabalho da Soja (GTS), o braço operacional da Moratória da Soja, apresentará no Ministério do Meio Ambiente a metodologia e os resultados do pacto de desmatamento zero no bioma Amazônia.

A Abiove participa hoje, em Brasília, da Oficina de Revisão dos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm) e no Cerrado (PPCerrado). O convite à Abiove para falar dos dez anos do monitoramento do plantio da soja no bioma Amazônia partiu do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A Moratória é um caso bem-sucedido de combate ao desmatamento e tem provado, ao longo dos dez últimos anos, que a soja não é um fator relevante de desflorestamento no bioma e que é possível conciliar a produção de alimentos com a conservação dos recursos naturais. 

A coordenadora de sustentabilidade da Abiove, Cindy Silva Moreira, mostrará como funciona o pacto da Moratória da Soja, formado pelo setor empresarial (Abiove e Anec – Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), pela sociedade civil, coordenada pelo Greenpeace, e pelo governo (MMA e Banco do Brasil). 

A área monitorada no bioma Amazônia abrange 76 municípios nos estados de Pará, Rondônia e Mato Grosso, onde são cultivados 98% da soja naquela região. A partir de 2016, também serão monitorados Amapá e Roraima.

O monitoramento do plantio da soja é feito por meio de imagens de satélites e de sensoriamento remoto. Na Moratória da Soja, as empresas associadas à Abiove e à Anec se comprometem a não comprar nem financiar a oleaginosa produzida em áreas desmatadas do bioma Amazônia desde julho de 2008.

Todos os anos, o GTS publica um relatório do monitoramento e mapeamento do plantio de soja no bioma Amazônia, elaborado pela Agrosatélite e auditado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Na safra 2014/2015, verificaram-se 28.768 hectares de soja em desacordo com a Moratória. Isso significa que apenas 0,84% do desflorestamento no bioma se deve à soja. 

O relatório do monitoramento do plantio de soja no bioma Amazônia, relacionado à safra 2015/2016, será divulgado em 15 de setembro, por ocasião de evento comemorativo dos dez anos da Moratória da Soja, que reunirá 150 participantes, em São Paulo.
 

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