ACAV: embargo russo não vai tumultuar o mercado de carnes

Agronegócio

ACAV: embargo russo não vai tumultuar o mercado de carnes

Criadores e as indústrias de processamento de carne não precisariam reduzir a produção
Por: -Joana
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O embargo que a Rússia interpôs à compra de carne dos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso terá efeito relativamente pequeno na economia brasileira, de acordo com avaliações das lideranças empresariais do setor.

O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Clever Pirola Ávila, analisa que, embora o mercado interno terá maior oferta de carne de frango e suíno por um período, os preços não despencarão: “As maiores empresas embargadas possuem plantas em outros Estados e continuarão a cumprir os contratos com os clientes.”

Na avaliação de Ávila, os criadores e as indústrias de processamento de carne não precisarão reduzir a produção. Ele acredita que o Governo Brasileiro tomará providências imediatas para esclarecer o que parece ser apenas um mal entendido sobre o processo brasileiro de Inspeção.

Santa Catarina, Estado que não foi afetado pelo embargo, poderá – momentaneamente – aproveitar essa situação e ampliar a exportação. É possível que ocorra migração de pedidos alocados nos Estados embargados para as unidades industriais catarinenses.

O presidente da ACAV observa que, agora, o único dano “é a perda de imagem do Brasil perante o Mundo”, mas confia que o Governo Brasileiro consiga reverter imediatamente.

Diante da informação que circula no mercado, segundo a qual, a Rússia está retalhando o Brasil por ter votado na OMC contra os interesses russos, Ávila é cauteloso: “Não temos conteúdo para afirmar categoricamente, mas trabalhar com países que ainda não seguem as regras da OMC nos sujeita a estas ações intempestivas.”

A Rússia suspenderá as importações de carnes e outros produtos de proteína animal de 89 processadoras de carnes em três Estados brasileiros a partir de 15 de junho. O embargo atinge carnes de 23 unidades do Estado de Mato Grosso, 16 delas produtoras de carne bovina; de 27 do Rio Grande do Sul, das quais 10 produzem carne de frango; e de 39 no Paraná, das quais 16 de carne de frango e 11 de carne suína.

Antes do embargo, o Brasil contava com 236 estabelecimentos rurais elegíveis para exportar para a Rússia. Em 2010, o produto brasileiro respondeu por 35%, ou 215 mil toneladas, das importações de carne suína da Rússia; 45%, ou 269 mil toneladas de carne bovina; e 19%, ou 121 mil toneladas, das de carne de frango.
 
 
As informações são da MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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