Ações integradas no campo
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Agronegócio

Ações integradas no campo

Monsanto desenvolve cultivares resistentes aos principais problemas que afetam a lavoura
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Time de melhoramento de soja da Monsanto do Brasil busca soluções para ajudar agricultores a combater doenças da cultura

A ocorrência de doenças na cultura da soja representa um grande risco para a rentabilidade da lavoura; e a Monsanto do Brasil está empenhada em encontrar soluções que ajudem o sojicultor. Para que esse compromisso seja cumprido, a empresa lança no mercado, por meio das marcas Monsoy e Agroeste, variedades de soja resistentes às principais doenças que ocorrem no país, como cancro da haste, mancha olho de rã, nematóides de cisto e galha, entre outras.

A forte interação entre pesquisadores das áreas de melhoramento genético e fitopatologia aumenta o sucesso na obtenção de novos cultivares com alta produtividade eresistência a doenças. “O trabalho inicia-se com cruzamentos que são feitos a partir de um amplo banco de germoplasmas e com o auxílio de marcadores moleculares. No caso de algumas doenças, é possível identificar linhagens com genes de resistência. O time de fitopatologia faz uma triagem das linhagens, realizando testes de pesquisa em laboratório, casa de vegetação e campo para confirmar a resistência”, explica Claudiomir Abatti, líder de melhoramento de soja da Monsanto no Brasil.

Além de usar seu banco de germoplasma no país e no exterior, a empresa busca sempre novas fontes de resistência a doenças que garantam proteção às plantas, em geral na Ásia, centro de origem da cultura. “Como exemplo recente, podemos citar a introdução de um grande número de materiais que foram testados pelo time de fitopatologia para identificação de fontes de resistência à ferrugem asiática, atualmente um dos principais focos de pesquisa da Monsanto”, afirma a fitopatologista Gabriela Andrade.

Tecnologias de ponta

Paralelamente ao desenvolvimento de variedades, são realizadas pesquisas de mapeamento genético, que buscam novos marcadores moleculares para doenças, e também testes de novas metodologias de inoculação e avaliação para a obtenção de resultados cada vez mais precisos e em menor tempo. Todo esse trabalho é realizado por João Luis Borsoi e pelo time de Fitopatologia do Brasil e dos EUA.

O time de pesquisa de soja também apoia as áreas de Desenvolvimento Tecnológico, Manufatura e Comercial. Como esses times trabalham mais próximos aos agricultores, quando os profissionais observam a presença de algum sintoma que não conseguem identificar, enviam fotos e uma descrição das observações à equipe de fitopatologistas para que seja realizado um trabalho para a identificação da doença. “Caso seja necessário, um dos nossos pesquisadores vai até o local para fazer uma avaliação detalhada e coletar amostras para fazer o diagnóstico no laboratório”, diz Gabriela.

Redução no uso de químicos

Hoje, os principais focos de pesquisa têm sido a ferrugem da soja e a soja louca. “A soja louca é uma doença nova que pesquisadores de todo o Brasil têm estudado para entender suas causas. No caso da ferrugem, existem variedades melhoradas disponíveis, mas que ainda não são 100% resistentes à doença. Em razão disso, o produtor precisa fazer uso de fungicidas. É uma solução que funciona, mas trabalhamos para que o número de aplicações do químico seja cada vez menor”, conta Abatti.

Segundo os pesquisadores, o surgimento de novas doenças é raro, mas a ocorrência das patologias aumenta com o crescimento da área plantada com a cultura. Portanto, outra preocupação da Monsanto é incorporar resistência à semente, evitando cada vez mais o uso de químicos.

Para atender às necessidades dos agricultores e cobrir ao máximo todas as regiões sojícolas do Brasil, o programa de melhoramento genético da Monsanto tem unidades em Não-Me-Toque (RS), Rolândia (PR), Morrinhos (GO), Sorriso (MT) e Porto Nacional (TO). Há também as estações de testes localizadas em Dourados (MS), Chapadão do Sul (GO), Rondonópolis (MT), Campo Novo do Parecis (MT), Luiz Eduardo Magalhães (BA) e Balsas (MA).

Algumas unidades de milho, como as de Passo Fundo (RS), Santa Helena de Goiás (GO), Cachoeira Dourada (MG), Uberlândia (MG) e Barretos (SP), também são usadas para testes.


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