Ações para aumentar produtividade do milho enfocam características regionais
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Agronegócio

Ações para aumentar produtividade do milho enfocam características regionais

Embrapa Milho e Sorgo desenvolve ações estratégicas de transferência de tecnologia
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O milho é cultivado em todas as regiões do Brasil. E, assim como variam os sotaques, costumes e paisagens, também as condições desta cultura se alteram nas diferentes localidades. O cereal apresenta um alto potencial produtivo, mas as médias nacionais de produtividade ainda são muito baixas, frequentemente em torno de 3,5 toneladas por hectare.

Para melhorar a eficiência das lavouras, a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) desenvolve ações estratégicas de transferência de tecnologia. “A proposta é aumentar a produtividade de milho no Brasil a partir do uso adequado de conhecimentos disponíveis e já validados, o que passa, seguramente, pela constante atualização de extensionistas”, explica o engenheiro agrônomo da Embrapa, Diego Carvalho.

O trabalho busca formar uma rede de cooperação técnica nas principais regiões produtoras de milho no país a partir de parcerias com cooperativas, universidades, empresas de pesquisa, de extensão e iniciativa privada. As ações envolvem implantação de áreas demonstrativas, as chamadas URTs (Unidades de Referência Técnica), realização de cursos de capacitação, dias de campo para socialização de tecnologias e ainda estratégias de comunicação, como elaboração de materiais informativos e campanhas.

Para cada região, são desenvolvidas atividades próprias. A partir de reuniões com os parceiros locais, identificam-se as características dos sistemas de produção e os principais problemas a serem enfrentados para que se consiga aumentar a produtividade do milho. Diego comenta a importância de analisar as diferentes realidades: “nós podíamos chegar e só passar orientações, mas cada lugar é de um jeito e não existe receita pronta”.

Região Sul

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, foram feitas parcerias com duas cooperativas de produtores, a Cotrijal (Não-Me-Toque-RS) e a Coopercampos (Campos Novos-SC). Somando os quadros das entidades, são mais de cinco mil associados atendidos. No final de junho, pesquisadores da Embrapa visitaram os dois estados, a fim de levantar informações sobre os sistemas de produção empregados. E, na primeira semana de agosto, representantes das cooperativas viajaram até Sete Lagoas para conhecer a estrutura da Embrapa Milho e Sorgo e as tecnologias desenvolvidas na Unidade.

A partir das reuniões, foram definidos os aspectos a serem trabalhados: adubação nitrogenada, manejo integrado de pragas e de doenças e plantabilidade. “São nossas prioridades para interferir de forma mais direta na produtividade. E todos esses temas estão bem embasados. Cada área tem um grupo de pesquisadores que darão suporte”, explica o representante da Cotrijal, Robson Sandri.

Diego Carvalho conta como serão as atividades: “faremos testes para medir como irá produzir mais”. Na plantabilidade, por exemplo, serão avaliados a melhor velocidade de plantio, profundidade de semeadura, espaçamento entre linhas e densidade de plantas. Também será estudado qual o manejo mais adequado da adubação nitrogenada, analisando fontes de nitrogênio, doses e formas de aplicação.

Inicialmente, será feito um monitoramento em áreas de produtores para identificar as pragas que ocorrem na região e épocas de maior incidência. Assim, pretende-se criar um sistema de alerta para promover ações preventivas. E serão demonstrados aos produtores métodos de controle dentro da proposta de manejo integrado de pragas. Os pesquisadores também irão testar a melhor forma de manejar as doenças do milho na região, avaliando várias estratégias, como controle químico, rotação de culturas e uso de cultivares resistentes.

Serão implantadas nove URTs no Rio Grande do Sul e 16 em Santa Catarina. “Cada unidade terá um agrônomo responsável. Vamos levar os produtores para as demonstrações. Será algo bem perto da realidade deles”, comenta Robson. Os testes com as lavouras de milho serão feitos nas URTs a partir do plantio em setembro e o monitoramento ocorrerá durante todo o ano.

"Teremos resultados dos experimentos e poderemos passar orientações aos produtores para a safra 2011/12, mas o trabalho será contínuo”, explica Diego Carvalho. “O grande diferencial deste trabalho é que ele parte da nossa realidade. São nossas perguntas para a pesquisa responder”, comenta, satisfeito o representante da Cotrijal.

As ações de transferência de tecnologia para aumento da produtividade do milho também são realizadas em Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Bahia.

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