Acompanhe os preços de sexta-feira para açúcar, cacau, suco e soja
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Agronegócio

Acompanhe os preços de sexta-feira para açúcar, cacau, suco e soja

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Açúcar - recuperação em NY

Os preços futuros do açúcar fecharam em alta na sexta-feira, recuperando as perdas observadas no pregão anterior. Os contratos de julho encerraram o dia a 6,97 centavos de dólar por libra-peso, na bolsa de Nova York, com aumento de 1,3% em relação ao pregão anterior. Os preços voltaram a subir depois das vendas de produtores e especuladores, com a entrada de tradings e coberturas de investidores locais.

Os importadores estão esperando que a Rússia reduza a tarifa de importação do açúcar para entrarem no mercado, de acordo com os traders. O mercado também aguarda a entrada da China para a compra de pelo menos 1 milhão de toneladas de açúcar. No mercado interno, os preços voltaram a se recuperar, com alta de 10% no mês. O índice Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos fechou a R$ 28,69.

Cacau - EUA esmagam menos

O tímido crescimento do esmagamento de cacau pelas indústrias americanas desapontou o mercado na sexta-feira. Os analistas esperavam aquecimento maior da demanda. Os contratos da amêndoa para julho encerraram o dia a US$ 1.356 a tonelada, com queda de US$ 20, ou 1,45% , na bolsa de Nova York, sobre o pregão anterior.

Neste primeiro trimestre do ano, as indústrias dos Estados Unidos moeram 101,9 mil toneladas de cacau, um crescimento de 1,26% sobre o primeiro trimestre de 2003, de acordo com a Associação das Indústrias de Chocolate dos EUA. Os analistas projetavam incremento de 2% a 7% para o período. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado está tecnicamente vendido. Na Costa do Marfim, o clima é favorável ao desenvolvimento das lavouras.

Suco - poucas emoções

Sustentadas por fatores técnicos, as cotações do suco de laranja encerraram a sexta-feira com leve valorização na bolsa de Nova York. Os papéis para maio fecharam a 60,50 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 5 pontos; julho subiu 35 pontos e alcançou 62,50 centavos de dólar. É um nível de preços historicamente baixo, conforme lembra Sérgio Galiano, da Lucra Corretora.

"O suco é uma commodity que ficou largada. Mesmo os fundos de investimentos, que tinham participação mais relevante no mercado até 2000, reduziram muito sua presença no mercado", afirma. "E nada indica que haverá recuperação de preços". No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja pêra destinada às indústrias de suco saiu por R$ 4,60 na média paulista, segundo o Cepea/Esalq.

Soja - dia de descanso

Depois da depressão de quarta-feira, quando os preços desabaram, e da euforia de quinta, dia de disparada, a sexta foi praticamente de descanso - ou consolidação -para a soja na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho subiram 2 centavos de dólar por bushel e fecharam a US$ 9,65, enquanto os futuros para entrega em novembro encerraram a sessão a US$ 7,3250, em alta de 15,50 centavos de dólar.

"Foi uma semana de fortes emoções em Chicago", afirma Carlos Dávalo, diretor da Granos Corretora. E a "montanha russa" no mercado americano dificultou os negócios no Brasil. Na sexta-feira, segundo Dávalo, a melhor indicação em Paranaguá (PR) chegou a R$ 53,50 por saca, enquanto no Mato Grosso do Sul o mercado ficou travado.


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