Acordo EUA-China pode impactar exportações brasileiras de soja

Imagem: Divulgação

SOJA

Acordo EUA-China pode impactar exportações brasileiras de soja

Dúvidas sobre os volumes de soja que a China comprará dos EUA persistem
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Após a assinatura da primeira fase do acordo comercial Estados Unidos–China, Brasil ainda deve registrar exportações fortes de soja na primeira metade de 2020, seguindo a sazonalidade usual dos embarques, e em contexto de comercialização mais avançada do que o ano passado. Apesar disso, embarques brasileiros mais enxutos já são esperados enquanto a dúvida sobre as compras chinesas pairam após primeiro vestígio de trégua da Guerra Comercial.

“Assumindo-se que a China deve importar o mesmo volume de soja que importou em 2019, ao redor de 88 milhões de toneladas, ou um pouco mais, o país vai encontrar um mercado com oferta ampla, o que tende resultar em volumes de exportação mais baixos para o Brasil, mais próximos do que era registrado antes da guerra comercial”, avalia a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi. Em 2017, por exemplo, o Brasil exportou 53,8 milhões de toneladas de soja para a China, contra 65,8 milhões em 2018 e 57,9 milhões em 2019.

Segundo visão da consultoria, impactos maiores sobre as exportações brasileiras podem acabar ocorrendo sobre a próxima safra, 2020/2021, cujas importações chinesas ocorrerão em maiores volumes somente em 2021. “No contexto de guerra comercial, o Brasil exportou bastante soja para a China mesmo em períodos quando usualmente a soja norte-americana tem preferência. Com isso, com essa primeira fase do acordo, a China tenderia a buscar soja nos EUA, logo após sua colheita, no último trimestre do ano”, explica. Para a safra 2019/20, essa melhor janela de exportações dos EUA já passou e os embarques brasileiros de soja tendem a ganhar força a partir de agora.

Por outro lado, o cenário pode ser totalmente diferente caso a China dê preferência à soja dos EUA, independentemente do período e das condições de mercado. “Neste caso, as exportações brasileiras seriam mais prejudicadas, uma vez que não se espera um crescimento acentuado da demanda e a oferta da oleaginosa está folgada”, alerta Ana Luiza.


 


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