Acrimat acompanha primeiro abate para envio de carne bovina aos EUA

Agronegócio

Acrimat acompanha primeiro abate para envio de carne bovina aos EUA

Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) acompanhou do abate até a embalagem das caixas
Por:
268 acessos

Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) acompanhou do abate até a embalagem das caixas

Menos de dois meses após a liberação das exportações de carne brasileira in natura para os EUA, Mato Grosso prepara o envio do produto aos americanos. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) acompanhou a primeira etapa de produção – do abate até a embalagem das caixas, que aconteceu em Paranatinga. Com a planta habilitada para as vendas externas desde o dia 21 de setembro, o frigorífico abateu cerca de 500 animais, e a expectativa é de que, na primeira semana de outubro, sejam embarcadas 25 toneladas de carne bovina mato-grossense in natura para o consumo norte-americano.

Após 17 anos de negociações, em agosto Brasil e EUA trocaram cartas de reconhecimento dos controles oficiais países. A cota de comercialização é de 64,8 mil toneladas/ano. Para o superintendente da Acrimat, Francisco Manzi, o Estado está preparado para atender os mercados internacionais. “A abertura de mercado entre Brasil e Estados Unidos abriu espaço para que a carne bovina mato-grossense alcance consumidores exigentes, e os produtores do Estado estão preparados. O planejamento e investimentos na produção tem garantido a entrega da qualidade para a exportação do produto”, destacou Manzi.

Durante a visita o superintendente e o presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, que também é diretor de relações públicas eleito para a próxima gestão da Acrimat, Ricardo Arruda, debateram o panorama de exportações e as exigências internacionais de qualidade com diretores do frigorífico e pecuaristas presentes.

Uma fazenda em Poxoréu-MT, que abate cerca de 12 mil cabeças/ano para exportação e é uma das fornecedoras do frigorífico em Paranatinga, é um dos exemplos desse comprometimento com a qualidade da carne bovina. Anderson Zanetti, diretor pecuário do grupo e associado da Acrimat, reforça que um produto diferenciado tem suas vantagens. “A rastreabilidade, uma das primeiras exigências para exportar, trouxe uma organização diferenciada para as propriedades. E trouxe com ela os investimentos em genética, nutrição, que trazem o ganho em idade de abate e rendimento”, destaca Zanetti.

Outro ponto importante é a comercialização. “A profissionalização vem acontecendo. Da porteira para dentro a pecuária faz um bom trabalho. A grande demanda é a porteira para fora. Hoje para que sejamos melhores premiados, temos que trabalhar não só a qualidade, mas estar atento ao mercado, às formas de venda que tragam melhor rentabilidade na comercialização. O mercado é soberano, então temos que ter flexibilidade. Trabalhar de acordo com custo de produção e o custo de vendas.  O foco na produtividade tem que ser a meta do produtor em qualquer situação”, afirma Zanetti.

Para o CEO da multinacional responsável pela planta em Paranatinga, Martin Secco, a abertura de mercados deve aumentar a demanda. O grupo tem 3 plantas habilitadas para exportação – Promissão-SP, Paranatinga-MT e Bataguassu-MS, de onde saiu a primeira carga para os Estados Unidos. “Os embarques agora começam a acontecer regularmente, como para outros mercados externos – de uma a duas cargas por semana nacionalmente. Os primeiros para os Estados Unidos já foram. Agora começa a rotina normal, buscando o melhor mix produtivo de cada mercado de cada uma das plantas”, afirmou Martin. Segundo o Executivo, o mix mais procurado é o de cortes dianteiros – como patinho e os ‘cortes de roda’, como o coxão mole.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink