Acrissul mostra potencialidades de MS para missão de pecuaristas da Suécia

Agronegócio

Acrissul mostra potencialidades de MS para missão de pecuaristas da Suécia

Os pecuaristas visitaram, entre outras regiões, o Pantanal Sul-Mato-Grossense, para conhecer de perto a experiência de integração entre a pecuária e o ecossistema mais preservado do Planeta
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Numa iniciativa inédita, o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, promoveu na tarde nesta terça-feira na sede da entidade, uma recepção para cerca de 40 produtores rurais suecos, na maioria pecuaristas. O encontro faz parte de um roteiro de uma semana que o grupo empreendeu por Mato Grosso do Sul e Paraná, a fim de conhecer as potencialidades agrícolas do Brasil, notadamente a de MS, principalmente pela forma extensiva e natural que o gado é engordado.

A Suécia tem uma economia de mercado desenvolvida e amplamente baseada nos setores de serviços, indústria pesada e comércio internacional. A criação de gado é considerada altamente desenvolvida. O país, com 99% de alfabetizados, tem uma densidade demográfica de 20 hab/km² e um PIB de US$ 336 bilhões.

Em sua exposição, o presidente Francisco Maia sublinhou o fato de que a população mundial só cresce e com ela melhora a vida das pessoas e consequentemente aumenta o consumo de alimentos. “Até 2050 seremos 9 bilhões de pessoas e o desafio é ampliar a produção de alimentos em pelo 70% para atender essa demanda”, ressalta.

Segundo números da ONU serão necessários 120 milhões de hectares de terras para atender essa necessidade, e que isso só existe na África e na América Latina. Como a África tem problemas étnicos graves e falta mão-de-obra qualificada, resta o Brasil como a grande opção. Estudos da Universidade Federal de Minas Gerais indicam que o Brasil tem 128 milhões de hectares disponíveis para expansão agrícola. Só nos Cerrados da região Centro-Oeste existem 80 milhões de hectares, suficientes para produzir de 240 a 400 milhões de toneladas de grãos e outros 20 milhões de toneladas de carne/ano, sem causar nenhum prejuízo para os recursos naturais.

Para a atenta platéia presente ao auditório da Acrissul, Francisco Maia, historiou como o Centro-Oeste cresceu a partir da década de 70, no que ele chama de “revolução agrícola”, com os incentivos governamentais para a criação de novas fronteiras, investimentos em ciências com criação da Embrapa, iniciativas como a importação de genética zebuína. “Há 30 anos abatia-se gado com média de 72 meses, hoje a média é de 30 meses e ainda avançamos a passos largos para acelerar ainda mais o abate precoce, aos 18 meses”, realça. Maia lembra ainda que a ocupação dos Cerrados pelos sulistas tornou hoje o Mato Grosso do Sul e o Mato Grosso pólos importantes na produção e exportação de grãos do Brasil.

Os pecuaristas visitaram, entre outras regiões, o Pantanal Sul-Mato-Grossense, para conhecer de perto a experiência de integração entre a pecuária e o ecossistema mais preservado do Planeta. Lá, a ABPO (Associação Brasileira de Pecuária Orgânica) difunde e certifica a pecuária natural, do boi criado a pasto, naturalmente. A proposta do encontro, além de estreitar a relação entre o Estado e aquele país, é criar vínculos que permitam a troca de experiência e o intercâmbio de soluções. Está programado para novembro ainda uma visita de produtores canadenses à Acrissul.

As informações são da assessoria de imprensa da Acrisssul.
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