Acusação russa de falsificação não afeta SC

Agronegócio

Acusação russa de falsificação não afeta SC

A reclamação refere-se à carne bovina e não suína, como temia o Estado
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A denúncia de que o Brasil estaria usando certificados veterinários falsos na exportação para a Rússia, feita pelo diretor do serviço veterinário russo, Sergey Dankvert, não deve afetar Santa Catarina, segundo lideranças do setor.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo, disse que, se houve falsificação de certificados brasileiros, o Ministério da Agricultura tem como apurar. Inclusive uma missão chefiada pelo secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, com mais três técnicos do ministério, viaja nesta quarta-feira (06-06) para Moscou, com objetivo de esclarecer o episódio.

Camargo afirmou que as indústrias brasileiras estão embarcando com os certificados exigidos. No entanto, ele explicou que não há como controlar se a exportação enviada para um país, depois vai parar na Rússia. Os russos acusaram o Brasil de usar países como a Lituânia para reexportar carne ilegalmente para o mercado russo.

O presidente da Abipecs destacou que os volumes exportados para a Lituânia nem aparecem nas estatísticas, por não serem significativos. Ele não acredita que o episódio possa ser utilizado para embargar as exportações brasileiras, como ocorreu com Santa Catarina.

Temor é que ocorra um excedente no mercado:

O diretor de Defesa Agropecuária de Santa Catarina, Roni Barbosa, disse que a reclamação dos russos se refere a carne bovina e não suína. O temor catarinense era de que um embargo para o restante do país pudesse gerar excedente de carne suína no mercado.

O diretor de Defesa Agropecuária ressaltou que os russos já poderiam ter liberado as exportações de Santa Catarina, pois os focos de aftosa ocorreram há uma ano e sete meses no Mato Grosso do Sul e Paraná.

O mais otimista é o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Wolmir de Souza. Ele acredita mais na reabertura das exportações catarinenses do que num embargo para o restante do país. Souza disse que já há pedido de 50 a 60 toneladas de empresas interessadas em exportar carne suína para a Rússia, pois acreditam em uma abertura iminente.


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