Agronegócio

Adapar emite 80 autos de infração no período do vazio da soja

O número de infrações é menor que o de 2012
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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu 80 autos de infração durante o período do vazio sanitário da soja em 2013, que foi encerrado no dia 15 de setembro e durante o qual ficou proibida no Estado a presença de plantas vivas de soja. O número de infrações é menor que o de 2012, quando foram emitidas 130 autuações. No entanto o período de geadas e outros fatores climáticos, que não ocorreram no ano passado, podem ter influenciado ao eliminar as plantas vivas em propriedades, carreadores e estradas.


A medida sanitária é adotada no Paraná desde 2007 para evitar a incidência de focos da ferrugem asiática, doença provocada por fungos que atacam a planta. Outros 11 estados brasileiros e o Paraguai também adotam a medida.

A engenheira agrônoma Maria Celeste Marcondes, responsável pelo acompanhamento do vazio sanitário na Adapar, lembra que os produtores são os maiores beneficiários da ação. “Onde há plantas que não são eliminadas durante o período do vazio sanitário, elas se tornam hospedeiras do fungo e podem contaminar as plantas novas quando se inicia o plantio da safra regular”, explica. Assim o custo da produção aumenta em função da necessidade da utilização de químicos no controle da doença e, consequentemente, culmina em danos ao meio ambiente.


O vazio sanitário tem duração de três meses, iniciando em 15 de junho. Até esta data, técnicos da Adapar emitiram 244 notificações, alertando os produtores para a necessidade de eliminar as plantas vivas durante o período. Os autos de infração emitidos posteriormente compreendem apenas a uma área de 1.7 mil hectares. Área mínima se comparada aos 4,6 milhões de hectares de área plantada de soja na safra 2012/13, o que subentende o comprometimento dos produtores rurais com a medida.


No entanto os números deste ano não podem diminuir a atenção dos produtores para a safra regular de soja que se inicia. “A ferrugem asiática é uma doença muito agressiva, é um problema sério no cultivo de soja. Deve ser dada a atenção necessária, com o monitoramento contínuo das lavouras, contando com o apoio da assistência técnica”, alerta Marcondes.
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